A hora mais negra é um programa de rádio online que passa gêneros de musicas essencialmente tais como: post punk, murderfolk, southern gothic, gótico, darkwave, punkfolk, darkfolk, darkcountry, punk old school, lost punk e industrial….
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A Assembleia Municipal de Lisboa quer despejar o Quartel onde milhares de pessoas têm encontrado uma casa temporária para tornar o mundo um pouco melhor. O imóvel foi vendido por 42 milhões de euros e a câmara persegue agora as mais de 140 ativistas, artistas, cidadãs e comunidades marginalizadas que dinamizam o lugar por uma cultura aberta, inclusiva, cidadã e posicionada.
No documento, o PSD acusa as ativistas do movimento “Parar o Gás” de promover no Quartel atividades “sediciosas, ilegítimas e ilegais”; acusa a comunidade de produzir “agitprop” e pede aos ladrões capitalistas que “convertam” ou despejem as 140 pessoas que habitam um dos lugares culturais mais dinâmicos e abertos de Lisboa.
O objetivo da petição pública “Há vida no Quartel – dar lugar à cidadania, cultura e inclusão” é levar os órgãos autárquicos a agir na defesa da continuidade do Largo Residências no local onde se encontra desde outubro, um antigo quartel da GNR devoluto em Arroios, “ou noutro espaço próximo com condições adequadas e similares”.
Os peticionários lembram que o Largo Residências junta atualmente “mais de 140 trabalhadores do sector sociocultural [que] desenvolvem em permanência mais de 40 projetos de várias áreas de intervenção, e onde vizinhos e parceiros sociais se apropriam de um espaço democrático, seguro, intergeracional e multicultural”.
“O direito à cidade quer-se para quem nela vive, mas também para quem nela trabalha, cria valor, oportunidade e impacto social de interesse coletivo”, apontam os peticionários, que consideram “que este espaço-projeto piloto é não só uma bolha de esperança, como efetivamente transformador na qualidade de vida de tantas pessoas a quem a cidade, em geral, e esta freguesia em particular, se tem tornado economicamente inacessível”, bem como “no apoio de condições para o desenvolvimento de criações artísticas e projetos culturais que não encontram alternativa na cidade”.
Desde Outubro de 2022, um antigo e devoluto Quartel da GNR, deu lugar à cidadania, cultura e inclusão, onde mais de 140 trabalhadores do sector sociocultural desenvolvem em permanência mais de 40 projectos de várias áreas de intervenção, e onde vizinhos e parceiros sociais se apropriam de um espaço democrático, seguro, intergeracional e multicultural.
Aqui cidadãos em várias condições de vulnerabilidade social, como situações de sem abrigo, situações de refúgio, com vários grupos de activistas pelas questões climáticas, questões de género, coabitam com uma grande e diversa comunidade que caracteriza o território de Arroios, em Lisboa.
Uma zona da cidade que, como é do conhecimento de todos/as, tanto se desenvolveu graças à ação sociocultural, que tornou este lugar mais inclusivo e atractivo, mas que sofreu as inevitáveis consequências da gentrificação. O direito à cidade quer-se para quem nela vive, mas também para quem nela trabalha, cria valor, oportunidade e impacto social de interesse colectivo.
As instituições abaixo assinadas, que aqui desenvolvem a sua actividade de forma regular ou pontual consideram que este espaço-projecto piloto é não só uma bolha de esperança, como efetivamente transformador na qualidade de vida de tantas pessoas a quem a cidade, em geral, e esta freguesia em particular, se tem tornado economicamente inacessível. É, por isso, um projecto de cidade sustentável e de “lugar de todas as pessoas”.
Este projecto tem sido uma mais valia para todos e para a cidade como resposta a vários problemas sociais, bem como no apoio de condições para o desenvolvimento de criações artísticas e projetos culturais que não encontram alternativa na cidade.
Convidamos, assim, todas as pessoas que se tenham relacionado com este espaço e/ou se identifiquem com este projecto a subscrever este abaixo-assinado, peticionando os órgãos das autarquias locais para que pugnem pela defesa da sua existência e continuidade, neste ou noutro espaço próximo com condições adequadas e similares.
Quartel do Largo do Cabeço de Bola Lisboa, 20 de Abril de 2023
Primeiros signatários / First Signatories (Entidades e iniciativas)
ENTIDADES / COLECTIVOS RESIDENTES: Largo Residências (SOU LARGO,crl) Largo Messe Acaep, Associação de Comunidade de Afegãos em Portugal A PALAVRA, associação cultural cruzamentos da palavra com outras áreas artísticas Associação 1,2,3 Macaquinho do Xinês APSI – Associação para a Promoção da Segurança Infantil Béhen, design de moda Black Polar Bear, Arquitectura e Conservação do Ambiente Clube de Espectadores, mediação cultural Climáximo, colectivo pela justiça climática Blab – Coletivo Maker, Colectivo de Criativos Colombina Clandestina, colectivo artivista Colectivo Warehouse, arquitectura Collage Working Club Eira, Dança e performance Feira Intendente Fórum de Cidadãos, cidadania George Andrawis – Mental Health Support HM Música Mwf, agenciamento de artistas GAT – Grupo de Ativistas em Tratamentos Livraria das Insurgentes MANAS Locals, Desenvolvimento Local e Participação Manamiga, escola feminista Marte Sofisticado – associação, EMARTE Escola de Música e Arte Noctustudio – arquitectura e design Oficina do Cego, associação de artes gráficas O Fim do Teatro, Teatro Projecto Inocência, jornalismo de investigação independente Projecto Depois, Arquitectura e Upcycling Rádio Olisipo, rádio online Re:Costura – Sustentabilidade Têxtil Repair Café – economia circular Residências Refúgio, Arte e inclusão social de pessoas em situação de refúgio Sonora Associação Cultural, cruzamento entre arte, ciência, ecologia e som Studio IMB, artes visuais, cenografia e serviço educativo, Trabalhar com os 99%, Arquitectura e urbanismo Wake Up, Agência de Comunicação Recreate, upcycling design Vira Lab – Oficina marcenaria e Upcycling
Centenas de pessoas estiveram em frente à Assembleia da República em Janeiro, em Lisboa, num protesto de “gente unida pelas Artes e Cultura”, que no imediato reivindica um reforço da dotação dos apoios sustentados às artes para 2023/2026.
COMUNICADO/MANIFESTO
PELA GENTE UNIDA PELAS ARTES E CULTURA
#genteunidapelasartesecultura é um grupo informal de profissionais e entidades da área das artes, do sector da cultura, que vem por esta via, convocar, mais uma vez, um diálogo claro, efetivo e de boa-fé com o Senhor Ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva.
Reivindicamos uma ação política urgente que minimize os danos causados pelos mais recentes resultados do Programa de Apoio Sustentado (bienal e quadrienal), bem como o previsível desastre dos resultados relativos aos concursos de Apoio a Projetos e Simplificados (agora a decorrer).
Sabemos que o défice de financiamento público às artes é uma herança do passado e nunca é demais sublinhar que estamos longe de poder alcançar o humilde patamar de 1% do orçamento de Estado para a cultura em Portugal. Mas não só de dotações orçamentais vive a gestão das artes em Portugal. A ausência de uma política concertada para gerir e aplicar uma dotação aparentemente favorável ao sector, pode ser danosa e mais irreversível que a já crónica falta de orçamento para as Artes.
Esta realidade precária agudizou-se com a mais recente decisão política do governo do PS: a alteração da dotação orçamental após o fecho do concurso do Programa de Apoio Sustentado, aplicando esse reforço apenas a uma parte das estruturas candidatas.
Esta decisão alterou as lógicas e premissas do concurso pelas quais as estruturas se regeram na elaboração das suas candidaturas e logrou expectativas. Assim, o reforço orçamental para os Apoios Sustentados, reiteradamente utilizado como argumento favorável e positivo do Senhor Ministro da Cultura Adão e Silva em relação à sua política cultural, deu origem a resultados desastrosos para o sector e definiu um apoio pouco diverso e mal distribuído que condicionará irreversivelmente os próximos 12 anos de atividade do tecido artístico nacional, causando ruturas e desequilíbrios irreparáveis.
Esta opção colocou de imediato um vasto número de estruturas em risco e centenas de profissionais no desemprego já neste início de 2023, para não falarmos na quebra de uma produção criativa vibrante, interdisciplinar e em permanente diálogo que perdeu cúmplices e lugares habituais de laboratório e construção.
Perante os muitos comunicados e pedidos de audição do sector ao Ministério da Cultura, o Ministro da Cultura Pedro Adão e Silva nunca alterou a sua postura, usando uma retórica apoiada em gráficos que descontextualizam os valores dos resultados e o seu verdadeiro impacto nas estruturas candidatas, com o único fim de instalar uma opinião pública a seu favor. Por este motivo, contrapomos:
Quando o Ministro da Cultura afirma que:
1. Investiu 148 milhões na cultura mas não especifica que esse valor corresponde a 4 anos e não a 1 ano.
Conforme imagens gráficas abaixo, o valor para os 4 anos será de 147 080 000€ (não estamos a contar com o apoio a bienais de 25-26 que ainda irá a concurso daqui a dois anos, não sabemos quando nem com que verba).
O valor anual dos apoios do governo a todas as estruturas sustentadas Quadrienais e Bienais para o ano de 2023 é de 41.780 000€ (com 10 020K nos Bienais e 31760K nos Quadrienais), ficando a faltar 17.620 000€ para apoiar TODAS as candidaturas elegíveis mas não apoiadas por falta de dotação orçamental; ora, esta forma de informar a opinião pública induz em erro mesmo que não esteja incorreta. Gostaríamos que fosse corrigida e esclarecida a sua informação.
2. Há mais dinheiro e mais estruturas apoiadas, mas deveria ser clarificado que a sua distribuição não foi proporcional nem equitativa. O reforço da verba beneficiou apenas as estruturas de grande dimensão, com mais meios, e a concurso na modalidade quadrienal em detrimento das candidaturas bienais, mais frágeis e com orçamentos mais reduzidos.
Como pode ser observado dos apoios sustentados no total relativamente aos 147 080 000€, 86,37% destinaram-se ao apoio Quadrienal 23-26, ficando apenas 13,63% para os Bienais de 23-24.
3. Os apoios aumentaram no sector da cultura: alertamos para o facto desse valor ter aumentado apenas nos quadrienais, omitindo que o valor dos projetos bienais apoiados diminuiu em 20,62% face ao ciclo anterior (2018-2021);
4. Foi canalizada toda a verba que se conseguiu para os quadrienais porque houve uma migração de candidaturas dos bienais para os quadrienais, dever-se-ia clarificar que o número de candidaturas aumentou em ambas as linhas de apoio (quadrienal aumentou de 104 para 154; bienal de 191 para 208).
O apoio aos quadrienais aumentou +104,55% face ao ciclo anterior, enquanto o número de candidaturas bienais apoiadas face ao ciclo anterior diminuiu -20,62%.
Os dados apresentados nos gráficos mostram claramente que este concurso veio aumentar o valor atribuído a cada estrutura apoiada neste ciclo, subindo vertiginosamente as estruturas que solicitaram um montante maior ou igual 180.000 euros/ano e descendo também subitamente o número de candidaturas apoiadas com orçamentos inferiores.
Tendo-se verificado um aumento de candidaturas em ambas as linhas de apoio (quadrienais e bienais), a opção de reforçar o financiamento apenas nos quadrienais foi uma decisão política clara de concentrar os recursos em menos estruturas mas maiores, causando uma discrepância inequívoca nos resultados dos apoios de ambas as linhas, secando a diversidade do sector.
O impacto imediato desta diminuição de apoio aos projetos bienais será uma subida do desemprego no sector, a impossibilidade de executar muitos dos projetos já apoiados a quem faltam parcerias que não foram apoiadas, uma programação da Rede de Teatros e Cine-Teatros Portugueses a ter de substituir vários dos espetáculos com os quais se comprometeu por falta de orçamento atribuído a quem os executa. Se acrescentarmos a estes números o facto destas estruturas serem as mais jovens responsáveis pela clara expansão que se tem sentido no tecido cultural português, podemos facilmente imaginar um sector cristalizado para os próximos 8 anos (os quadrienais dão apoio para 4 anos com a possibilidade de renovar automaticamente) depois de 3 anos de COVID 19, altamente danosos sobretudo, e mais uma vez, para quem se iniciava na sua atividade profissional. Fazer esta escolha num momento como este é cristalizar o sector por 12 anos e é escolher congelar um país e a sua força criativa!
Para além das consequências mais gerais, estas estruturas que viram a sua construção de muitos anos ser rejeitada, irão concorrer ao Apoio a Projetos na tentativa de poderem continuar a trabalhar, ainda que de forma precária. Esta decisão – que corresponde à vontade da grande maioria dos projetos elegíveis mas não apoiados – causará um inevitável estrangulamento dos concursos de Apoio a Projetos e Simplificado, causando um efeito dominó nas estruturas ainda mais frágeis e a começar a sua carreira profissional.
Exmo. Sr. Ministro da Cultura,
Em vez de dividir para reinar, vimos pedir-lhe que distribua justamente o financiamento aos Apoios Sustentados, para que todas as candidaturas elegíveis sejam apoiadas e se reponha a equidade entre os concursos quadrienais e bienais. Sabemos que este modelo tem de ser repensado e oferecemo-nos para o ajudar nessa reavaliação, mas até lá a situação atual tem de ser revertida sob pena de destruir o tecido cultural construído nas últimas duas décadas.
Exmo. Sr. Ministro da Cultura,
Por favor não seja indiferente ao nosso pedido de diálogo; temos de encontrar uma solução para o descalabro que se criou. É URGENTE UMA REVISÃO ORÇAMENTAL. É URGENTE O REFORÇO ORÇAMENTAL. Um País que não aposta no futuro das artes e da cultura e nos seus projetos de maior risco é um país ADIADO!
Aguardando, com ansiedade, por uma resposta
#genteunidapelasartesepelacultura
*Fontes: Inquéritos realizados pelo grupo #genteunidapelasartesecultura a estruturas não financiadas no Programa de Apoio Sustentado (bienal e quadrienal); gráficos e tabelas produzidas pelo #genteunidapelasartesecultura com base nos números e percentagens disponíveis publicamente relativas ao financiamento pela DGArtes, no site da referida entidade.
Subscrevem:
A Algures
A Bela Associação
A Lagarto Amarelo
Ação Cooperativista
Alexandre Tavares
Alfredo Martins
Alice Abreu
Alice Duarte
Amplificasom
Ana Borges
Ana Borralho
Ana Dinger
Ana Mula
Ana Patrícia Silva
Ana Santos
Anabela Faustino
André de Campos
Andreia Soveral
Ângela Cristina Baptista de Sousa Marques
Ângela Guerreiro
Antípoda A. C.
António Rivotti
Appleton Associação Cultural
Arena Ensemble
Armando Luís
ARS-ID
Associação Cultural Saco Azul
Astro Fingido
Aura
Baileia | artes infâncias
Banda Musical de Amarante
Beatriz Garrucho
Beatriz Lourenço
Bernardo Chatillon
Bernardo de Almeida
Bestiário
Bohdana Panina
Bruna Carvalho
Bruno de Azevedo
c.e.m. centro em movimento
Caio Almeida
Camila Menino
Carina Hofmann
Carlota Lagido
Carlota Machado
Carolina Carloto
Carolina Carvalho
Carolina Salles
Casa Branca
Catarina Branco
Catarina Caetano
Catarina Campos
Catarina Requeijo
Cátia Ornelas
Cátia Ramos
Clara Belivaqua
Cláudia Alfaiate
Coline Gras
Common Ground
Companhia Certa
Conservatório de Música de Felgueiras
Corpo de Hoje – Associação Culturaç
Córtexcult – Associação Cultural
Cristiana Morais
Cristina RCC
Daniel Guerreiro
Diego Bernard
Eduardo Faria
Eduardo Quinhones Hall
Em Defesa Das Artes
Escola de Mulheres
Fábio Musqueira
Fernando Moreira
Fértil – Associação Cultural
Festival Terras sem Sombra (Pedra Angular – Associação de Salvaguarda do Património do Alentejo)
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A greve distrital dos professores prossegue esta terça-feira, em Braga, pela recuperação do tempo de serviço congelado, no dia em que o ministro da Educação é ouvido no parlamento e um dia depois da promulgação do novo regime de concursos. A greve por distritos convocada pela plataforma sindical que reúne nove organizações sindicais, entre as quais as duas federações de professores, Fenprof e FNE, chega a Braga, dando continuidade ao protesto que começou a 20 de abril, no Porto, e que termina a 12 de maio, em Lisboa.
Os docentes protestam pela recuperação dos seis anos, seis meses e 23 dias ainda congelados, mas também o fim das vagas de acesso aos 5.º e 7.º escalões da carreira e, desde segunda-feira, também pela revisão do novo regime de recrutamento e concursos de professores.
O diploma foi promulgado pelo Presidente da República, com reparos ao Governo sobre não ter havido acolhimento das suas sugestões, mas com a justificação de não querer defraudar as expectativas de oito mil professores em condições de vincular.
A argumentação foi rejeitada pela Fenprof, que agora inclui a revisão do recém-promulgado diploma no caderno reivindicativo dos sindicatos.
Com uma sucessão de greves em pano de fundo – passadas, presentes e futuras, incluindo também a do Stop, em curso, às provas de aferição -,o ministro da Educação, João Costa, é hoje ouvido na comissão parlamentar de Educação e Ciência.
CONSELHO DE MINISTROS DEIXA IMUNDÍCIE DE BEATAS DE CIGARROS CAROS NAS IMEDIAÇÕES DO MOSTEIRO DE TIBÃES
A realização do Conselho de Ministros no Mosteiro de Tibães (Mire de Tibães – Braga) no passado dia 4 de Maio deixou um rasto de imundície de beatas de cigarros caros. (ver créditos)
De facto, hoje de manhã, uma sessão de plogging matinal com apenas 2 horas de duração permitiu a recolha de 500 beatas de cigarros, algumas delas de marcas das mais caras do mundo com destaque para Camel, Dunhill, Marlboro e Parliament.
A recolha incidiu precisamente junto à escadaria da Igreja e à entrada pedonal do Mosteiro, nas áreas de chegada de viaturas oficiais e onde foi obtida a foto oficial do Conselho de Ministros.
A sessão de plogging chocante surpreendeu visitantes do cemitério local e do Mosteiro, assim como turistas.
O exposto será abordado na próxima reunião do Executivo Municipal de Braga.
Carlos Manuel Dobreira
Professor de História e de Educação Especial
Ativista ambiental e praticante de plogging
PROFISSIONAIS DE EDUCAÇÃO EM PROTESTO ÀS PORTAS DO MOSTEIRO DE TIBÃES (BRAGA)
Cidadãs e cidadãos pediram a demissão de António Costa
A hora de almoço dos membros do XXIII Governo Constitucional foi aproveitada, entre as 12h e 37m e as 13h 13m, pelos profissionais de Educação para protestar às portas do Mosteiro de Tibães, no qual decorreu o Conselho de Ministros show-off com a presença do Ministro da Educação, João Costa.
Entre as palavras de ordem podem ouvir-se “Demissão” e “Gatunos”.
No local estiveram profissionais de Educação de Braga, Guimarães, Viatodos, Vila Nova de Famalicão, Macedo de Cavaleiros, Mirandela, Porto e Póvoa de Lanhoso.
Texto/créditos: Carlos Manuel Dobreira
No protesto ruidoso, organizado pela União de Sindicatos de Braga (USB), os presentes usam megafones e buzinas, gritam palavras de ordem, empunham cartazes e as bandeiras de Portugal e da Fenprof.
Gritando palavras de ordem como “demissão”, “Governo escuta, Braga está em luta”, “a luta continua, nas escolas ou na rua”, “a educação é um direito, sem ela nada feito”, “o custo de vida aumenta, o povo não aguenta”, “é justo e necessário o aumento do salário”, “a justiça é um direito, sem ela nada feito”, os manifestantes fazem-se ouvir à passagem dos carros que transportam os carros dos ministros.
Em declarações à agência Lusa, Joaquim Rodrigues, da USB, explicou que o protesto visa afirmar as reivindicações dos trabalhadores de vários setores, nomeadamente da educação, da justiça, do têxtil, da metalurgia ou do comércio.
Para o dirigente sindical “é urgente o aumento dos salários dos trabalhadores, face ao aumento do custo de vida, dos bens essenciais, da habitação”, assim como a progressão nas carreiras.
O Movimento Os mesmos de Sempre a Pagar promoveu, de manhã, um ‘buzinão’ para dar as “boas-vindas” aos membros do Governo que estão em Braga no âmbito da iniciativa “Governo + Próximo”.
Algumas pessoas juntaram-se junto à ‘rotunda das piscinas’, em Braga, incentivando “centenas de automobilistas” a buzinar como forma de protesto contra o aumento do custo de vida.
“No momento em que previsivelmente os membros do Governo estavam a chegar a Braga e por altura do início do seu programa de trabalho, procurou-se exigir medidas contra o aumento do custo de vida, controlo dos preços, aumento dos salários e reformas, pelo acesso à habitação e em defesa dos serviços públicos”, refere a organização do protesto em comunicado.
Carta aberta dos moradores e moradoras dos bairros de Santa Filomena, Estrela D’África e de 6 Maio (Amadora, Lisboa), @osdespejadosdoper:
Temos ainda na nossa memória o calor das nossas casas, perto umas das outras, nos bairros de Santa Filomena, Estrela d’África e 6 de Maio, destruídos no âmbito do Programa Especial de Realojamento, pela Câmara Municipal da Amadora (CMA), entre 2012 e 2021. Se é verdade que muitas das nossas vizinhas e vizinhos foram realojados em bairros municipais ou ressarcidos com algum dinheiro para que saíssem, nós fomos expulsos, despejados sem qualquer alternativa habitacional digna.
Somos Dulce, Braima, Mozer, Ondina, Farim, Maimuna, Helena, Avelino, Andreza, Francelina, Suzete, Carlos, Jesuína ou Maria Cristina e muitas outras pessoas que deixámos de ver ao longo do tempo; somos jovens, idosos, trabalhadoras e, na sua larga maioria, estamos doentes. Fomos despejados sem notificação prévia – como comprovaria mais tarde o provedor de Justiça; fomos despejados com intimidação e força policial, à chuva, no Inverno, pela mão de pessoas que desconhecíamos e que ostensivamente arrecadavam as nossas mais valiosas memórias em sacos do lixo, como se já não estivéssemos vivos, como se a casa não fosse, afinal, nossa.
A pressa dos despejos contrasta com o vazio deixado pelas nossas casas, em terrenos onde, até ao momento, nada foi feito, para além de servirem os interesses dos mais ricos, da especulação imobiliária.
Perante a barbárie injustificável, a CMA, muitas vezes pela voz da sua presidente, veio a público dizer que tínhamos alternativas habitacionais, que tudo era feito na legalidade. Mas, se assim era, porque pernoitámos na rua, nos escombros? Porque tivemos de ir para centros de acolhimento ou ser acolhidos por vizinhos e familiares, de favor, em casas já de si sobrelotadas? Porque alugámos casas que não podemos pagar ou quartos em outros bairros autoconstruídos que serão demolidos em breve? Porque passou o tempo e ao contrário do que versava o PER as nossas vidas não melhoraram, mas ficaram francamente piores? Porque nos tiraram o nosso único teto e reviraram as nossas hortas onde cultivávamos legumes que, hoje, inflacionados, não podemos comprar?
Hoje, dia 7 de Maio, o Programa Especial de Realojamento (PER) faz 30 anos e para as instituições isso é motivo para celebrar, mas para nós não! Exigimos justiça, reparações. Exigimos que nos restituam o que nos tiraram e que parem de nos dizer que temos de continuar a inscrever-nos na Câmara ou no Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana, onde as médias de tempo de espera por uma habitação ultrapassam os 12 anos – isso é o que temos feito, sem resposta, renovação após renovação.
Braima quer poder trazer o seu filho para que o ajude a morrer melhor; Mozer e a sua avó Cristina querem voltar a morar juntos; Ondina quer não dormir mais em sítios a que dificilmente pode chamar casa; Francelina quer que não chova mais na sua casa, quer não mais temer pela chegada das máquinas; Maimuna, Andreza, Dulce e Carlos não querem escolher entre a renda, a comida ou um banho quente, nem querem que a senhoria lhes entre de rompante pela porta.
Sabemos que jamais nos podem compensar pelo trauma que nos causaram quando, pela manhã, as máquinas chegaram sem aviso e fomos retirados à força pela polícia, mas se há um novo programa de habitação, se há estratégias locais de habitação, queremos ser incluídos nelas, porque a situação em que estamos hoje foi causada pelos poderes locais e central. São anos de espera, de precariedade e incerteza. São anos de luta pelo básico: uma casa!
Somos os despejados do PER, mas somos também vizinhas e vizinhos que foram contemplados pelo programa e outras pessoas que não acham justo que não o tenham sido todos.
Em solidariedade com toda a gente que luta pelo direito à habitação e por uma vida diga. Nu sta djunto, a nos e forti!
Andresa Monteiro, Avelino Soares, Braima Baldé, Dulce Fernandes, Carlos Furtado, Elizabete Horta, Farim Baldé, Francelina Fernandes, Hirondina Moreno, Issa Baldé, Jesuína Fortes, Maimuna Baldé, Maria Cristina Agnes, Maria Helena dos Santos, Suzete Costa, Mozer Almeida e Ondina Tavares, do Coletivo de Moradores Despejados do PER da Amadora (Bairros Santa Filomena, Estrela d’África e 6 de Maio)
Em solidariedade e luta,
Amália Teixeira, Ana Rita Alves, Augusta Monteiro, Dulcineia Ribeiro, Cátia Silva, Jannis Kühne, Joseph da Silva, Maria João Costa, Simone Frangella
No dia 7 de Maio, no inicio da década de 1990 foi criado o PER ( Programa Especial de Realojamento).
O PER foi criado no âmbito de erradição de habitações precárias nas áreas Metropolitanas de Lisboa e Porto, conhecidas como “barracas”, cujas as condições indignas exigiam uma resposta determinada. Hoje o PER faz 30 anos. Pode ser motivo de celebração para as instituições, mas não para OS DESPEJADOS DO PER, moradores dos bairros 6 de Maio, Estrela D´África e Santa Filomena, situados na Amadora.
30 anos após a criação do PER, estes moradores ainda não obtiveram qualquer resposta de realojamento, muitos foram despejados sem qualquer alternativa prévia de habitação, e em muitos casos com recurso à violência Policial.