• Carta Aberta: “Que esconde a Câmara Municipal de Grândola?”

    Ao Executivo Camarário 

    Câmara Municipal de Grândola 

    Grândola, 22 de maio de 2023 

     

    Exmos. Senhores, 

    A associação Proteger Grândola considera que o comunicado à imprensa divulgado pela Câmara Municipal  de Grândola (“CMG”) a 17 de maio, intitulado “Empreendimentos turísticos na faixa litoral /  Esclarecimento”, não é mais do que uma tentativa ardilosa de desresponsabilização do atual executivo  camarário. Desresponsabilização das escolhas que fez e que terão graves impactos urbanísticos e irão provocar uma evidente disrupção na ocupação do território, levantando, naturalmente, enormes  preocupações ambientais e sociais junto da população local. Será que o “esclarecimento” da CMG tem como  objetivo condicionar a revisão em curso do Plano Diretor Municipal de Grândola (“PDM”)? 

    O referido “esclarecimento” emitido pela CMG faz uma retrospetiva histórica — desde os anos 60 — dos  diversos planos de urbanização e ordenamento do Concelho, atribuindo a terceiros as responsabilidades da  atual situação de descontrolo urbanístico. 

    Para tentar justificar o injustificável, a CMG alega que a cedência aos interesses do sector turístico imobiliário, “(…) foi marcado em diversos momentos, por decisões que a câmara não acompanha, (…)”, que a  atuação da CMG tem se pautado pela defesa da sustentabilidade do território, e que “(…) a Câmara  Municipal de Grândola tem vindo, dentro das suas competências, a tentar corrigir, conciliando  desenvolvimento turístico com proteção ambiental, corrigindo anteriores decisões, (…)”.  

    Será mesmo assim? 

    1) O que a CMG se esquece de dizer é que desde o 25 de Abril de 1974, o município de Grândola foi  dominado pela mesma força política durante 37 dos 49 anos e – com a exceção dos dois últimos mandatos – sempre com maioria absoluta na Câmara e na Assembleia Municipal e que o atual Presidente da CMG lidera  os destinos do Concelho faz já 23 anos. Portanto durante um período bastante representativo da  retrospetiva histórica apresentada; 

    2) A narrativa espelhada no “esclarecimento” da CMG transmite a falsa ideia de que os atos administrativos  não estão sujeitos a regras naturais de caducidade e que foi exclusivamente graças à ação corretiva dos  executivos camarários liderados pelo atual Presidente que se conseguiram significativas reduções na  intensidade turística do Concelho; 

    3) A CMG esquece-se igualmente de informar que em 2010, pouco antes do início do atual ciclo de  mandatos liderados pelo Presidente António Figueira Mendes, entrou em vigor o Plano Regional de 

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    Av. Jorge de Vasconcelos Nunes 106, 7570-113 Grândola 

    E: info@protegergrandola.org; W: www.protegergrandola.org 

    NIPC: 516 564 013 IBAN para pagamentos: PT50 0018 0003 5444 2728 020 52 

    Carta Aberta ao Executivo Camarário de Grândola, 22 de maio de 2023 

    Ordenamento de Território do Alentejo (“PROT-A”). Este instrumento de ordenamento do território, que se  encontra em vigor, estabelece uma intensidade turística máxima de maneira a preservar elevados níveis de  sustentabilidade ambiental. No caso da sub-região do Litoral Alentejano, da qual o Concelho Grândola faz  parte, o PROTA-A veio impor ao município o limite majorado de intensidade turística máxima de 1 cama  turística por 1 habitante. O PROTA-A estabelece ainda que os empreendimentos turísticos não concretizados  que estivessem contemplados em planos de urbanização e planos de pormenor válidos à data da entrada em  vigor do mesmo, nas quais se integram as 21.800 camas turísticas das Áreas de Desenvolvimento Turístico  (“ADTs”) mencionadas no Esclarecimento da CMG (“Camas Turísticas Pré-PROTA”), deveriam ser executados  num prazo máximo a ser estabelecido em Plano Municipal de Ordenamento do Território (“PMOT”) nunca  superior a cinco anos. Conclui-se que o executivo da CMG, dentro das suas competências, tinha e tem à sua  disposição instrumentos que podiam e ainda podem levar à caducidade das Camas Turísticas Pré-PROTA.  Consequentemente, a aprovação destes projetos e a manutenção destas camas turísticas é um ato  deliberado da gestão municipal do atual executivo e não um condicionalismo, de atos passados de 3ºs.; 

    4) É também omitido que com a revisão do PDM, operada em 2017 pelo executivo liderado por António  Figueira Mendes, foi realizada a transposição para o PDM a norma do PROT-A, relativa à intensidade  turística, fixando-se para o Concelho de Grândola a intensidade máxima de 14.915 camas/utentes. Acontece,  no entanto, que as camas presentemente programadas para o Concelho, já excluindo as intenções  meramente especulativas materializadas nos Pedidos de Informação Prévia (“PIPs”) mencionadas no  “esclarecimento”, excede as 30.000, números estes que são assumidos pela própria CMG.  Consequentemente, a intensidade turística máxima estabelecida encontra-se largamente ultrapassada pela  ação — ou “inação”… — deste executivo camarário; 

    5) No “esclarecimento” também não é feita qualquer referência à obrigatoriedade, da CMG sujeitar a  Avaliação de Impacte Ambiental (“AIA”), aqueles projetos que gerem efeitos cumulativos sobre o meio  ambiente com outros projetos existentes e autorizados para o mesmo local. O descurar por parte da CMG,  da aplicação do Regime Jurídico de AIA (“RJAIA”), que entrou em vigor em outubro de 2013, tem como  resultado prático o licenciamento de Empreendimentos Turísticos Isolados, que na realidade, de “Isolados”  nada têm, já que se encontram implantados em espaço rustico, em áreas contíguas ou próximas. Na  realidade estes empreendimentos, que começam agora a emergir no Concelho, quando analisados  conjuntamente, ultrapassam largamente os limiares de camas estabelecidos no PDM e no RJAIA. Mais uma  vez, a não sujeição destes projetos à Avaliação de Impactos Cumulativos, conforme estabelece o RJAIA,  enquadra-se nas opções ou “omissões” adotadas pelo atual executivo camarário. 

    6) O “esclarecimento” da CMG menciona que a “(…) a autarquia considera que há limites que não devem ser  ultrapassados, de forma a não comprometer a sustentabilidade do território (…)”. No entanto, seguindo a  linha de opacidade que tem caracterizado a atuação deste executivo, esquiva-se a concretizar que limites  são estes. Esta atuação opaca segue a estratégia seguida em ocasiões recentes — por exemplo, no anúncio  feito em agosto de 2022, no seguimento de uma reunião do Presidente da Câmara com os principais  promotores turístico-imobiliários do Concelho — em que a CMG teria obtido o compromisso destes  interlocutores para uma redução significativa do número de camas turísticas. No entanto, e atendendo ao  interesse público desta informação, quando questionada pela Proteger Grândola sobre qual a real redução  objeto deste compromisso e onde se encontrava a ata desta importante reunião — que levou inclusive à  divulgação de um comunicado público por parte da CMG — a mesma limitou-se a responder que se tratou  de uma reunião informal da qual não tinha sido elaborada qualquer ata; 

    7) O “esclarecimento” da CMG informa ainda que, em 2022, a CMG suspendeu o PDM de forma a travar o  licenciamento de novos empreendimentos turísticos na faixa litoral do concelho. No entanto, uma vez mais, esquece-se de mencionar que os empreendimentos turísticos Pré-PROTA, que constituem a maior fatia das  camas turísticas programadas para o Concelho, se encontram excecionadas desta suspensão, avançando os  respetivos licenciamentos a grande velocidade junto dos serviços camarários;

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    Av. Jorge de Vasconcelos Nunes 106, 7570-113 Grândola 

    E: info@protegergrandola.org; W: www.protegergrandola.org 

    NIPC: 516 564 013  

    Carta Aberta ao Executivo Camarário de Grândola, 22 de maio de 2023 

    8) O “esclarecimento” transmite ainda a imagem de uma CMG dialogante com a sociedade civil e aberta a  contributos desta mesma sociedade civil. No caso da Proteger Grândola, a CMG tem vindo a obstaculizar a  consulta de processos e informação pública, responde apenas a pedidos de esclarecimentos em casos “in  

    extremis” e não avança quaisquer respostas ou sequer retorno às propostas formuladas para a melhoria do  Concelho. O convite formulado ao Presidente da CMG para participar na Sessão Pública promovida pela  Proteger Grândola em 18 de abril, em que se debateram as consequências ambientais e sociais dos grandes  investimentos em curso no Concelho, é sintomático desta conduta, já que nem sequer resposta mereceu por  parte deste. 

    9) O compromisso assumido pela CMG no “esclarecimento” com um “(…) desenvolvimento do concelho de  forma equilibrada e harmoniosa, sempre em prol da melhoria da qualidade de vida da população (…)“ não  tem sustentação pois a CMG (a) não dispõe de estudos técnicos que afiram a globalidade dos impactos  ambientais que estão a ser criados pelos projetos já licenciados e em vias de serem licenciados; (b) a CMG  não se respalda em qualquer plano de desenvolvimento integrado do Concelho; e (c) a CMG não apresentou  à população qualquer estratégia para o Concelho fundamentada em bases técnicas. 

    Por tudo o que foi acima exposto, a Proteger Grândola não se revê naqueles que insinuam que a CMG não  atua “(…) para conter o impacto de operações projetadas e preservar os valores ambientais (…)”. Para que não restem dúvidas, a Proteger Grândola afirma categoricamente que a linha de atuação do atual executivo  camarário não se tem pautado pela salvaguarda dos valores naturais e ambientais do Concelho, nem  tampouco tem a CMG atuado como guardiã de um desenvolvimento que se quer sustentável. 

    Por último, e por considerarmos que os interesses de uns poucos promotores turístico-imobiliários, a  maioria estrangeiros e sem quaisquer ligações ao Concelho, não se podem sobrepor aos interesses da  população local, a Proteger Grândola vem lançar publicamente um repto à CMG e aos seus dirigentes.  

    Em prol da riqueza dos valores socio-ambientais existentes no Concelho, e atendendo a que os atuais  projetos, caso venham a ser concretizados, alterarão de forma irreversível a morfologia do Concelho, a  Proteger Grândola considera que urge travar os licenciamentos dos grandes projetos turístico-imobiliários.  Travar para se repensar o que realmente os Grandolenses querem para o futuro do seu Concelho e travar  para se planear adequadamente esse mesmo futuro.  

    Pelo acima exposto, fica claro que a CMG tem ao seu dispor instrumentos que lhe permitem implementar  essa travagem. Por outro lado, a revisão em curso do PDM, que se pretende que seja um processo  participativo, constitui uma oportunidade única para auscultar a população local sobre que futuro querem  para o seu Concelho e planear o mesmo em conformidade, com recurso a estudos técnicos atuais e a uma  visão contemporânea de desenvolvimento sustentável.  

    Com os melhores cumprimentos, 

    A Direção 

    Proteger Grândola – Associação de Defesa do Ambiente

    info@protegergrandola.org;

    https://protegergrandola.org

    https://linktr.ee/protegergrandola

    https://drive.google.com/file/d/1bfdr1Bi6zWayqduzHUZWxVTAimyFwSQI/view

    Carta Aberta: “Que esconde a Câmara Municipal de Grândola?” ©, .

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  • Impedir a Destruição das Alagoas Brancas

    Carta aberta 7 razões para impedir a destruição das Alagoas Brancas:

    1 – CLIMA
    Agrava os impactos das alterações climáticas. As Alagoas representam uma das últimas zonas húmidas de água doce do Algarve. Estes sumidouros de carbono mitigam os impactos das alterações climáticas e estão a desaparecer mais rapidamente do que as florestas.

    2 – BIODIVERSIDADE
    Implica um atentado contra a biodiversidade. É o habitat de espécies de aves, mamíferos, insectos, anfíbios e répteis, alguns com estatuto de proteção elevada ou próximo de extinção. É um ecossistema e uma zona de alimentação, dormitório, refúgio, nidificação e reprodução de
    mais de 145 espécies de aves, contendo no seu total mais de 300 espécies de fauna e flora.

    3 – ÁGUA
    A seca no Algarve é estrutural (severa e extrema) e não faz nenhum sentido drenar e terraplanar charcos naturais que armazenam água doce ou criar canais artificiais para drenar água, desperdiçando e impedindo a recarga deste aquífero aluvionar, sendo um crime ambiental inviabilizar zonas de recarga e infiltração de aquíferos.

    4- SEGURANÇA
    Construir um retail park por cima de um aquífero e de uma zona húmida que deveria ser considerada zona ameaçada por cheias (ZAC) põe em risco a população e os seus bens, sobretudo neste novo regime climático de súbitas chuvas torrenciais no inverno e seca extrema no verão, o que em caso de desastre pode trazer custos elevados para o erário público.

    5 – ECONOMIA
    Mais um retail park numa zona onde já existem várias grandes superfícies é também destruir o comércio local e a relação de proximidade entre produtor e consumidor, é promover o consumo de matérias primas e alimentos vindos de outros continentes, onde a biodiversidade local é também destruída para os obter e onde a mão de obra é sobrexplorada.

    6 – JUSTIÇA
    Os tempos mudaram, vivemos num novo paradigma climático e ambiental e dispomos de novas informações, estudos e directivas. Segundo os artigos 115.º e 171.º do Decreto-Lei 80/2015 a Câmara de Lagoa pode anular o loteamento a custo zero, sem ter de pagar qualquer indemnização ao promotor Edifícios Atlântico. Tendo acesso a todas estas informações e mantendo a decisão de destruir e não classificar as Alagoas Brancas, a Câmara Municipal de Lagoa, a CCDR, a APA e o ICNF não estarão a ser cúmplices de ecocídio? Isto é, a permitir um crime arbitrário, cometido de forma consistente (consciente?) sabendo que os seus resultados implicam danos graves e irreversíveis para o meio ambiente e biodiversidade, bem como para as pessoas e bens.

    7 – SUSTENTABILIDADE
    Destruir um habitat natural num centro urbano está em contraciclo com os objectivos de desenvolvimento sustentável, a agenda para a biodiversidade 20/30 e as cimeiras do clima. É cada vez mais importante proporcionar espaços verdes naturais e refrescantes às populações e cidades, sobretudo porque prestam importantes serviços do ecossistema.

    Carta Aberta subscrita desde já pelos seguintes coletivos, associações e ONG’s:

    GEOTA – Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente
    FAPAS – Associação Portuguesa para a Conservação da Biodiversidade
    SPEA – Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves
    DUNAS LIVRES
    PAS – Plataforma Água Sustentável
    CAMPO ABERTO – Associação de Defesa do Ambiente
    CIDADE DA PARTICIPAÇÃO
    SCIAENA – Sociedade para o Estudo e Conservação dos Oceanos
    PROBAAL – Pro Barrocal Algarvio
    STOP ECOCIDE Portugal
    ECOTOPIA ACTIVA Associação
    TAVIRA EM TRANSIÇÃO
    CINECLUBE DE FARO
    SOCIEDADE RECREATIVA ARTÍSTICA FARENSE “OS ARTISTAS”

    – Dia Mundial da Biodiversidade, 22 de maio de 2023 – Movimento Salvar as Alagoas Brancas.

    COMUNICADO

    Face à recente declaração do governo, de seca extrema e severa em 40% do território nacional, com especial preocupação no Algarve e Alentejo, situação que tende a piorar. Vimos exigir que as instituições competentes CCDR Algarve e APA, ARH Algarve, acionem medidas de excepção e travem a destruição das Alagoas brancas: um charco de água doce em cima de um aquífero que fervilha biodiversidade!

    Em 2009 quando foi autorizado o loteamento para construir um retail park em cima das Alagoas Brancas algumas duvidas podiam-se levantar sobre a razoabilidade de tal projecto, mas hoje, à luz dos efeitos das alterações climáticas – sendo percetíveis os impactos negativos sobre o território e a seca extrema devido à baixa pluviosidade e ao aumento progressivo das temperaturas – tal projecto tem que ser imediatamente travado por se tratar, entre outros, de um crime contra um recurso cada vez mais escasso: a água!

    E a biodiversidade depende da água!

    No dia 22 de maio, dia mundial da biodiversidade, às 16h00, faremos uma manifestação em frente à CCDR Algarve com o objectivo de pressionar esta instituição para que tome medidas no sentido de salvaguardar este aquífero e esta zona húmida cheia de biodiversidade que contém mais de 300 espécies de fauna e flora! Protestaremos em frente à CCDR Algarve para que esta instituição aja de acordo com a responsabilidade que detém e, em sintonia com a grave crise que a região atravessa, organize realmente o território!

    Manifesta-te, vamos agir agora!

    Assina petição: https://peticaopublica.com/mobile/pview.aspx?pi=PT114513

    Movimento SALVAR AS ALAGOAS BRANCAS

    Um cidadão denuncia o seguinte:

    CÂMARA DE LAGOA OCULTA DOCUMENTOS RELACIONADOS COM O PROJECTO DAS ALAGOAS

    Como sempre a Câmara Municipal de Lagoa adopta uma postura de bloqueio, obscurantismo e total falta de transparência, negando o acesso a documentos e informações fundamentais para perceber o que se está a passar nas Alagoas Brancas.

    De alguma forma compreendemos perfeitamente. Mais habituada à mentira, sempre que se tenta esclarecer alguma coisa, fecha-se, não responde, depois faz tudo para manter a total falta de esclarecimento.

    Propaganda e mentira. É nestas duas tarefas que a Município de Lagoa, liderado pelo Sr. Encarnação, dá cartas.

    A estória conta-se em poucas palavras e como já vem sendo costume, está relacionada com as Alagoas Brancas.

    No final do ano passado as máquinas voltaram a entrar nas Alagoas. Durante alguns dias, terraplanaram, desmataram, limparam e mataram o que quiseram. Perante a entrada das máquinas e tendo presente a exigência feita pelo plano de urbanização da cidade de Lagoa para as zonas inundáveis pedimos informações à Câmara Municipal o que fizemos da seguinte forma:

    EX.MO SENHOR PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE LAGOA

    Rui Amores, advogado com escritório em Portimão, vem requerer a V.Ex.ª o seguinte:

    Agora que as obras de urbanização das Alagoas Brancas parece ter começado 10 e, já agora, depois de as providências cautelares ( 166/21.6 BELLE e 329/22.7 11 BELLE) terem transitado em julgado, é altura de nos voltarmos para o plano de urbanização da UP3, designadamente, para o regulamento do plano de 13 Urbanização da Cidade de Lagoa.

    1. Assim e tendo em conta o conteúdo do artigo 7.º do regulamento, venho 15 requerer que me seja fornecido cópia ” … do projecto de requalificação e redimensionamento do sistema existente de drenagem de águas superficiais.”

    2. Requereiro ainda ser informado sobre se esse projecto – a existir – recebeu aprovação das entidades competentes (n.º 2 in fine do artigo 7.º do 20 regulamento)

    3. Atento o início de alguns trabalhos nas Alagoas Brancas, requeiro ainda saber se os trabalhos actualmente a decorrer são em concretização daquele projecto de requalificação e redimensionamento ou se são correspondentes (já) às obras de urbanização.

    Este requerimento é feito nos termos da Lei 26/2016 de 22 de Agosto e tem como 26 objectivo a instrução de acção judicial. 27 28 E.D. 29 30

    O advogado,

    Obviamente que não houve qualquer resposta. Os senhores da Câmara Municipal de Lagoa e de outras Câmaras e dos serviços públicos em geral, ou desconhecem a lei, no que não acreditamos, ou estão, pura e simplesmente, a borrifar-se, especialmente quando são pedidas certos documentos que, ou não existem quando deviam existir, ou não dá jeito nenhum mostrar.

    Perante a recusa da Câmara de Lagoa, recorremos à comissão de acesso aos documentos administrativos (CADA) que nos deu razão. E ainda assim a Câmara de Lagoa continua a não entregar a documentação pedida.

    Face a esta atitude ilegal da Câmara de Lagoa iniciamos no passado dia 22 de Maio acção judicial de intimação para prestação de informações e obtenção de documentos. Não é bem assim que se chama, mas é para ficarem com a ideia.

    Essa acção corre termos nos Tribunal Administrativo de Loulé com o número 320/23.6

    No fundo trata-se de conseguir pelo Tribunal aquilo que voluntariamente a Câmara de Lagoa não quer dar. Aposto que vão contestar a acção.

    E que documentos são estes a que tentamos aceder?

    É fácil de perceber.

    A lei que os senhores da Câmara fizeram aprovar há uns anos atrás e que regula, como e o quê pode ser construído em Lagoa, incluindo nas Alagoas Brancas, tem uma regrazinha que diz qualquer coisa como, antes de serem iniciadas quaisquer obras de urbanização em zonas inundáveis (as Alagoas Brancas estão classificadas no PDM de Lagoa como zona inundável), devem ser feitas obras de saneamento do sistema existente de drenagem de águas pluviais superficiais, obras da responsabilidade da Câmara Municipal de Lagoa.

    Queremos ver os planos para perceber se aquilo que foi feito nas Alagoas, interrompido por via da providência cautelar do PAN, correspondente às obras de saneamento a que nos referimos.

    Queremos perceber se existem planos, pergunta que neste momento faz todo o sentido face a toda a resistência da Câmara de Lagoa em entregar a documentação pedida.

    E, caso os planos existam e apareçam, verificar se correspondem àquilo que a APA aprovou em … vejam bem, 2013;

    O que está em causa é apenas o seguinte. Saber como e para onde irão as águas que neste momento, quando chove, ficam retidas na Alagoas que funcionam como uma verdadeira bacia de retenção.

    Ou muito nos enganamos ou nada vai ser feito pela Câmara Municipal de Lagoa para canalizar as águas superficiais que irão acumular-se em toda a zona envolvente, incluindo estrada nacional 125.

    Para quem tiver paciência e queira de facto ficar informado sobre decisões que foram tomadas para aquele espaço das Alagoas Brancas, ficam aqui vários documentos emitidos pela agência portuguesa do ambiente a propósito das obras necessárias na rede hidrográfica, ANTES DO INICIO DA OBRAS DDE URBANIZAÇÃO.

    RELEVANTE É TAMBÉM O FACTO DE AS OBRAS DE REQUALIFICAÇÃO E REDIMENSIONAMENTE SEREM DA RESPONSABILIDADE DA CÂMARA MUNICIPAL DE LAGOA E NÃO DO PROMOTOR.

    ONDE ESTÃ ESTAS OBRAS ? ONDE ESTÃ OS PLANOS ?

    Noticias e fontes das imagens:

    https://www.algarveprimeiro.com/d/movimento-salvar-as-alagoas-brancas-manifestou-se-em-faro/50906-85

    https://www.instagram.com/salvar.alagoas.brancas/

    Impedir a Destruição das Alagoas Brancas ©, .

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  • EM DEFESA DA RESERVA AGRÍCOLA NACIONAL E DA RESERVA ECOLÓGICA NACIONAL

    Petição: https://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=EMDEFESADA-RAN-E-REN

    As Associações aqui representadas:
    Associação Evoluir Oeiras
    ANP|WWF Associação Natureza Portugal
    Campo Aberto
    FAPAS – Associação Portuguesa para a Conservação da Biodiversidade
    SOS Quinta dos Ingleses
    LPN Liga para a Proteção da Natureza
    GEOTA – Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente
    QUERCUS – Associação Nacional de Conservação da Natureza
    ZERO – Associação Sistema Terrestre Sustentável
    SPEA – Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves

    Unem-se em apoio à habitação pública em zonas urbanas consolidadas, em apoio à reabilitação de imóveis devolutos, e à reconversão de edifícios de escritórios também desocupados, para habitação a custos controlados.
    Apoiam a defesa e preservação dos solos de Reserva Agrícola Nacional (RAN) e Reserva Ecológica Nacional (REN)
    e
    Repudiam as intenções do Governo de facilitar a edificação em RAN.
    Ao fazê-lo, lutam pelo que é essencial: o acesso à habitação digna a custos comportáveis, a conservação de uma reserva de solos, cada vez mais raros e insubstituíveis, constituindo um verdadeiro seguro para a segurança alimentar no futuro, em contexto de alterações climáticas, em defesa da biodiversidade, das infraestruturas verdes e da conectividade ecológica;
    e, simultaneamente:
    Lutam contra uma agenda de promotores imobiliários e de negócios em torno de mais construção.
    Porque, como se sabe, a ciência aponta-nos a necessidade de frearmos a construção fora de áreas urbanas.

    Nesse sentido, a Lei de bases gerais da política pública de solos, de ordenamento do território e de urbanismo (Lei n.º 31/2014, de 30 de Maio) tem como principal objetivo “Valorizar as potencialidades do solo, salvaguardando a sua qualidade e a realização das suas funções ambientais, económicas, sociais e culturais, enquanto suporte físico e de enquadramento cultural para as pessoas e suas atividades, fonte de matérias-primas e de produção de biomassa, reservatório de carbono e reserva de biodiversidade”.

    E no seu seguimento, o Regime Jurídico dos Instrumentos de Gestão Territorial (Decreto-Lei n.º 80/2015, de 14 de maio) estabelece que, em nome do princípio da sustentabilidade territorial, “a reclassificação do solo como urbano é limitada ao indispensável, sustentável dos pontos de vista económico e financeiro, e traduz uma opção de planeamento necessária, devidamente programada, que deve ser objeto de contratualização”, e institui “a obrigatoriedade da demonstração da sustentabilidade económica e financeira da transformação do solo rústico em urbano, através de indicadores demográficos e dos níveis de oferta e procura do solo urbano”.

    Desta forma, as Associações aqui representadas:

    a) consideram que a proteção do Ambiente, a mitigação e a adaptação às alterações climáticas são fundamentais para o bem-estar humano e para a Coesão Social;

    b) lembram que tanto a Habitação (artigo 65.º) como o Ambiente e qualidade de vida (artigo 66.º) são direitos consagrados na Constituição da República Portuguesa;

    c) manifestam profunda apreensão com os discursos de autarcas que procuram criar uma falsa dicotomia entre o direito à habitação digna e o direito a um ambiente sadio e ecologicamente equilibrado;

    d) repudiam as tentativas lançadas na opinião pública de criar na população a falsa ideia de que a crise da habitação se deve à existência de instrumentos de ordenamento do território que imponham restrições à construção;

    e) contestam que a crise da habitação se resolva com a desafetação de solos de Reserva Agrícola Nacional, tendo em conta que apenas 4% do território nacional é ocupado por solos muito férteis e que a selagem dos solos promoverá uma degradação total e irreversível à escala humana;

    Mas também:
    f) repudiam as tentativas de desclassificação de áreas RAN e REN sob pretextos de instalação de projetos incompatíveis com a classificação de uso do solo;

    g) alertam para a necessidade de valorizar os solos de qualidade, designadamente de RAN, como recursos valiosos que são para a produção local de alimentos, um recurso não renovável, com um valor acrescido em contextos de grandes áreas populacionais, constituindo uma ferramenta para a resiliência territorial e para a segurança alimentar, mormente em contexto de alterações climáticas.

    h) invocam a urgência de considerar as áreas REN como elementos indispensáveis ao equilíbrio ecológico e uma ferramenta insubstituível na qualificação territorial sustentável e na preparação para a adaptação aos efeitos das alterações climáticas, contribuindo para a preservação do Património Natural e Cultural e para defender a Vida!

    As associações:
    – Associação Evoluir Oeiras
    – ANP|WWF
    – Campo Aberto
    – FAPAS
    – GEOTA
    – LPN
    – Quercus
    – ZERO
    – SOS Quinta dos Ingleses
    – SPEA

    Este Manifesto será ainda disponibilizado a todos os cidadãos que a ele se queiram associar:

    (Nome, CC e Localidade)

    E coletivos através do LinK: https://forms.gle/3gGVhRnLjD4JGXJZ6

    EM DEFESA DA RESERVA AGRÍCOLA NACIONAL E DA RESERVA ECOLÓGICA NACIONAL ©, .

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  • Por um novo espaço para o Centro de Cultura Libertária!

    Por um novo espaço para o Centro de Cultura Libertária!

    O espaço que o Centro de Cultura Libertária ocupa e arrenda há quase 50 anos está novamente em perigo. A contínua pressão exercida pela gentrificação e pelo mercado imobiliário que tantas pessoas e associações tem despejado e forçado a sair do centro das cidades atinge-nos uma vez mais. Depois de anos de ameaças e processos de despejo a que resistimos, em Março de 2024 o CCL terá que deixar a sua histórica sede em Cacilhas.

    Ao longo destes quase 50 anos, várias gerações de anarquistas deram, neste local, voz às suas esperanças e lutas através das mais variadas atividades e meios. Por aqui passaram e habitaram muitos coletivos, publicações, atividades culturais e lúdicas que ‘levaram um mundo novo nos seus corações’. O CCL é um espaço único, de uma história que teima em persistir, que resiste e luta pelo seu lugar nas mentes e nas ações de quem ousa pensar e agir sem deus nem amos. O CCL alberga também um arquivo da memória libertária e uma biblioteca únicos na região portuguesa. É um espaço de continuidade da luta anarquista nesta região, e por isso pretendemos que mantenha essa chama acesa por muitos mais anos.

    Lançamos por isso um apelo e uma ação de angariação de fundos com vista à aquisição de um espaço para o Centro de Cultura Libertária. Um espaço que lhe pertença e de onde não possa ser despejado. Um espaço que aloje a biblioteca, o arquivo e a livraria do CCL. Um espaço de difusão e proteção da cultura libertária que tenha por objetivo a recuperação e a proteção da memória, o encontro e o dinamismo das ideias anarquistas.

    Nos próximos meses multiplicaremos as iniciativas de angariação de fundos e apelamos à contribuição de todas as pessoas e coletivos solidários através de donativos, da realização de eventos solidários e da divulgação da campanha.

    Dados da conta bancária do CCL para donativos

    Titular: CENTRO DE CULTURA LIBERTÁRIA

    IBAN: PT50003501790000215493029

    BIC: CGDIPTPL

    MBWAY do CCL para donativos

    913 125 532

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    Por um novo espaço para o Centro de Cultura Libertária! ©, .

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  • Carta aberta: Resposta da Associação Dunas Livres ao Esclarecimento da Câmara Municipal de Grândola

    Exmos. Senhores, 

    A Câmara Municipal de Grândola emitiu no passado dia 17 de maio de 2023 um esclarecimento sobre os empreendimentos turísticos na faixa litoral, revendo o historial de planeamento do território desde os anos 50 e avançando uma série de escusas e louvores para a sua actuação perante a actual situação. 

    A Associação Dunas Livres conhece os factos deste histórico, sabendo que no passado não existiam os mesmos critérios e conhecimentos científicos, técnicos e governativos de que se dispõe, felizmente, nos dias de hoje. Concordando com este pesado legado, transversal a todo o país, não se aceita que o actual executivo da Câmara de Grândola preste um esclarecimento à população que se baseia apenas numa enumeração de erros do passado, enquanto continua a perpetrar esses mesmos erros, assim como outros no presente. 

    Gostaríamos, nesse sentido, de ver esclarecidas algumas questões que se levantam: 

    1. O actual executivo não deixa de ser responsável pela ultrapassagem do número máximo de camas turísticas segundo o PDM, que seria 14.915 mas já conta mais de 30.000, sem contar com os pedidos de informação prévia aprovados em excesso. Sabe-se ainda que a maioria das camas turísticas acabam concentradas nos grandes projectos em detrimento de uma distribuição mais equilibrada para o território e a economia local. 

    Como fica então o número final de camas turísticas no concelho, assim como camas em segunda habitação, e qual a sua distribuição exacta? 

    Quais são afinal os “limites que não devem ser ultrapassados, de forma a não comprometer a sustentabilidade do território”? 

    2. Como se pretende assegurar a preservação dos recursos hídricos sem uma revisão da sustentabilidade ao nível da exploração do aquífero e correcção do consumo para fins terciários primeiro, antes de se acenar a bandeira da dessalinização? 

    23 de maio de 2023 Associação Dunas Livres

    Recusamos o argumento de que “todos os projetos em causa têm previsto a reutilização das águas residuais tratadas para uso na rega dos espaços verdes”, uma vez que nenhum dos projectos apresenta estudos sobre a viabilidade ou suficiência das águas tratadas reutilizadas para o consumo em irrigação. Simultaneamente, tal não sucede de qualquer modo, estando neste momento a ser gasta água proveniente de furos na irrigação de novos campos de golfe – numa realidade de seca profunda iminente, ameaçando a sustentabilidade do território. 

    O único esclarecimento aceitável da parte da CMG sobre a água é a apresentação à população de um estudo técnico completo, e independente, sobre o actual estado quantitativo e qualitativo dos aquíferos no concelho que assegure que os recursos hídricos estão efectivamente a ser preservados – e não a diminuir vertiginosamente, como o senso comum a todos dita. 

    Exigimos a fiscalização rigorosa do consumo de água ao nível dos empreendimentos turísticos a par da divulgação transparente dos seus resultados. É inaceitável que tal ainda não suceda, enquanto a CMG reúne à porta fechada com os maiores promotores imobiliários sobre uma central de dessalinização. 

    Esperamos veementemente que não seja aprovado qualquer plano de construção de uma central de dessalinização neste sentido: sem os referidos estudos efectuados sobre as actuais disponibilidades hídricas, captações ao nível dos maiores consumidores e a efectiva participação pública em todo o processo de decisão sobre a priorização na distribuição dessa água (abastecimento a residentes e agricultura tradicional versus campos de golf e resorts), bem como acerca do financiamento desta remediação tão dispendiosa. 

    No fundo, como irá a CMG garantir que não sobrarão encargos acrescidos para a população local no custo da água devido à usurpação deste recurso pelo turismo insustentável? 

    3. Sobre os quatro Espaços Turísticos/Áreas de Desenvolvimento Turístico (ADT), dos quais se diz terem sido sujeitos “ao cumprimento dos demais procedimentos legais e regulamentares em vigor, nomeadamente, à realização de Estudos de Impacto Ambiental” temos a dizer que não se conhece qualquer Estudo de Impacte Ambiental sobre os loteamentos da ADT2 e ADT3 (actuais Torre e Dunes da Vanguard Properties) assim como dos campos de golfe da ADT4 (Costa Terra e Pinheirinho). Os mesmos documentos já foram pedidos várias vezes pela Associação Dunas Livres à Câmara Municipal de Grândola, sem resposta até à data. 

    Espera-se assim que estes sejam disponibilizados o mais rápido possível ao público, sem a necessidade de ida a tribunal e pagamento de avultada soma para o devido acesso como aconteceu com o processo de licenciamento do projecto Na Praia nas UNOP 7 e 8, que obrigou a Associação 

    23 de maio de 2023 Associação Dunas Livres

    Dunas Livres a ir a tribunal – o dito processo n.º 277/22.0BEBJA do Tribunal Administrativo e Fiscal de Beja -, pois só mesmo em sede judicial foi possível receber algum esclarecimento por parte da CMG, e a pagar 1180,52€. 

    4. Quanto à nota final sobre o projecto das UNOP 7 e 8, apontamos várias irregularidades graves na exposição dos factos que a CMG apresenta. 

    Nomeadamente, é preciso desmascarar a Câmara de Grândola quando defende que “o promotor reduziu em 80% o número de camas programadas e abdicou da construção do campo de golf previsto para a UNOP 9” e omite que esta diminuição foi, na verdade, necessária na segunda tentativa de aprovação do projecto, que já tinha sido chumbado durante o procedimento de licenciamento ambiental (DECAPE desfavorável a 26 de agosto de 2020), devido a parecer do ICNF perante uma avaliação de impacto ambiental tão negativa. Do mesmo modo, o campo de golfe na UNOP 9 nunca poderia ser mantido uma vez que esse terreno pertence integralmente à Reserva Natural do Estuário do Sado – falar em “abdicar”, neste caso, é pura e simplesmente greenwashing

    Particularmente preocupante é a “Resolução Fundamentada” com que a CMG declarou o Na Praia um “projeto de interesse público”, argumentando infundadamente que a paragem das obras ameaçava a saúde e segurança públicas e, até mesmo, a própria biodiversidade… 

    A Associação Dunas Livres não pode deixar de expressar a consternação que é ver uma autarquia da CDU invocar “interesse público” para levantar uma providência cautelar sobre um resort privado em cima de dunas com ecossistemas ameaçados, travando a averiguação de irregularidades lesivas para o bem comum e a sua correcção. Este acto inadmissível é da inteira responsabilidade – pior, culpabilidade – do actual camarário. 

    5. Perguntamos como é possível que a autarquia, depois do último verão, em que a construção do hotel de luxo “Vermelho” de Louboutin revirou Melides com valas abertas por toda a aldeia e níveis de ruído insuportáveis (inclusive uma licença especial de ruído para horas extraordinárias e Sábados, que só foi interrompida no mês de agosto depois dos protestos da população), não tenha ainda anunciado medidas de interdição de obras de construção civil durante a época estival. 

    6. Estranhamos ainda não haver qualquer menção no comunicado da autarquia à situação do Parque de Campismo da Galé, encerrado desde Outubro de 2021 a campistas e caravanistas. Sabemos que o Presidente da CMG fez já várias declarações públicas em que defendia a reabertura do mesmo e a sua importância social e económica para a zona. Reconhecemos a posição do Presidente, mas é uma pena que não tenha voltado a pronunciar-se sobre o assunto neste “esclarecimento”, deixando-o ficar esquecido. Centenas de usuários ainda não sabem o que irá suceder e muitas pessoas já não podem regressar à Galé. 

    23 de maio de 2023 Associação Dunas Livres

    7. Tomámos boa nota do histórico fornecido pela autarquia para atribuir essa pressão urbanística – que coloca em perigo a biodiversidade costeira, dunar, de sapal e até de montado, os recursos hídricos, o acesso económico, o usufruto e cuidado do nosso magnífico ambiente natural pelos cidadãos comuns – quer a deliberações legislativas como projetos PIN, quer a planos de pormenor de ADTs ocorridos durante os mandatos autárquicos do PS (de 2001 a 2013). 

    Partindo do princípio de que a Câmara de Grândola conhece o Regime Jurídico dos Instrumentos de Gestão Territorial, uma vez que está bem assessorada por quem, no passado, foi quadro dirigente da Direcção-Geral de Ordenamento do Território e Desenvolvimento Urbano, com acompanhamento do início dos PIN, deveria saber que aquele regime jurídico contém normas que permitem, por exemplo, suspender ou mesmo revogar os planos urbanísticos. 

    O Presidente da CMG tem esta ferramenta à sua disposição há muito tempo, e todas as justificações pela evolução das condições ambientais, económicas, sociais e culturais, para alterar positivamente o rumo do território numa direcção diferente do legado que descreve. Esperar-se-ia que a CMG houvesse agido perante esta oportunidade; mas não, nada fez e manteve os planos existentes para a Península de Tróia (UNOPs) assim como todas as ADTs e eis que assistimos à derrocada do último troço de costa selvagem em Portugal. 

    A actual autarquia coloca-se numa posição defensiva de contenção de danos e sugere que está a ser injustiçada pelo que “alguns insinuam”. Consideramos visar essa expressão os grupos de natureza formal ou informal que se têm vindo a colectivizar, num esforço voluntário e apartidário, para expor as referidas situações de perigo para as populações e danos ambientais irreversíveis, designadamente movimentos/associações como “Dunas Livres”, “Reabrir a Galé”, “Proteger Grândola”, que mobilizam outros residentes e cidadãos preocupados, sendo a mais recente ocorrência a acção de protesto aquando das comemorações oficiais promovidas pela Câmara no passado 25 de abril. 

    A população quer ajudar e reverter os danos, não apenas conter. Lamentamos, por isso, que na referida acção de 25 de abril o Presidente da CM Grândola, depois de anunciar em discurso oficial a sua disponibilidade para dialogar com todos os grupos e indivíduos, tenha rechaçado as porta-vozes que o abordaram para que lhes concedesse uma audiência. 

    Embora cada vez seja mais tarde para reparar os danos, vimos com esta carta aberta reiterar a nossa disponibilidade para conversar e aguardamos que o Senhor Presidente nos conceda uma audiência para colaborar sobre soluções reais. Ainda temos esperança que a CMG queira trabalhar com estes movimentos de cidadãos, sob o objectivo comum da salvaguarda dos maiores valores de Grândola: as pessoas e a natureza. 

    Os melhores cumprimentos, 

    23 de maio de 2023 Associação Dunas Livres

    https://drive.google.com/file/d/1HqEry0he_7UU7xQYb69mPkUpu39JhoHA/view

    Carta aberta: Resposta da Associação Dunas Livres ao Esclarecimento da Câmara Municipal de Grândola ©, .

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  • Marcha Contra Bayer/Monsanto

    As sementes não podem ter patentes!

    Sabemos que o capitalismo, mesmo que esteja em causa a saúde pública não mede as consequências com vista à obtenção de lucros.

    Valendo-se de contra-informação, desinforma, manipula e distorce opiniões em prol das suas estratégias comerciais.

    A população de todo o mundo precisa de se unir para defender o bem-estar geral: pelo planeta, pelos seres humanos e todos os seres vivos, e pela liberdade!

    Marcharemos aqui no porto, como em muitas partes do mundo, para mostrar àqueles a quem só interessam os negócios, que há gente desperta e unida, que lutará sempre pelo bem de todos!

    Marcharemos: pela aliança contra as práticas agressivas da bayer/monsanto ao nível da agricultura e da indústria!

    Pela rejeição dos novos transgénicos e da sua pretensa equivalência a biológicos!

    Pela exigência de testes científicos independentes sobre ogm!

    Pela promoção de soluções biológicas!

    Pela exposição do compadrio entre as grandes empresas e os governos!

    Pela luta contra a pobreza e os que a propagam, a verdadeira causa da fome mundial!

    Pelo apoio aos produtores locais, à biodiversidade e às abelhas e sua polinização – abaixo os pesticidas!

    Pela rotulagem de todos os produtos que contenham OGM!

    É tempo de recuperarmos a nossa comida sem venenos!

    É tempo de marchar contra a Bayer/Monsanto!

    Praça dos Poveiros (concentração)

    – Final da marcha (Praça General Humberto Delgado) – TROCA DE SEMENTES: apelar a todos para levarem sementes – Responsável/Dinamizador/Facilitador Troca de Sementes: Nuno Moutinho – A SOALHEIRA

    – Após final da marcha – Evento: Lanche (previsto para às 18h) e Jantar (previsto para às 19:30/20h) na Macaréu com evento/animação: Expressão Corporal com Cristina Novo – Oficina Bicicletas – Música com Miguel.

    https://eventos.coletivos.org/event/marcha-contra-bayermonsanto

    Marcha Contra Bayer/Monsanto ©, .

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  • Encontro Solidário Anti-Extrativista

    Coreto da Avenida Central, Braga 26 de Maio

    Somos a natureza a defender-se. Respondemos assim, ao apelo para ações descentralizadas convocado pelo “Minas não”. Convidamos pessoas e/ou coletivos a contactarem-nos para poderem integrar o programa em Braga, no Coreto da Avenida Central.

    15h – Conversa: “Geo-Dramas: Artes e Ecologia”
    16h – Conversa: “Eco-Feminismo e Ecologias Queer”
    17h – Conversa: “Verde é o Barroso: práticas de decrescimento”
    18h – Manifestação – partida do Coreto da Avenida
    19h – VeggieBurgers!
    Jantar Vegano doação livre / benefit Acampada do Barroso
    20h – Musica e Convívio
    22h – Fecho: Colocação de Faixa!

    https://eventos.coletivos.org/event/encontro-solidario-anti-extrativista-somos-a-natureza-a-defender-se

    Estamos à espera das vossas propostas. Podes propor: poemas, concertos, conversas, teatro, filmes ou bancas (com livros ou zines) ou o que queira a tua imaginação!

    Hoje em dia, nas grandes cidades, nos nossos carros a gasolina, eletricificados, ou a hidrogénio apenas nos deparamos com mais engarrafamentos no caminho para o trabalho e transportes públicos de baixa qualidade caros e complexos.

    A nova economia “verde” não traz soluções, tem por base os novos megaprojectos de mineração de lítio e de produção de energias “renováveis” centralizadas – sendo estes projetos para beneficio e especulação das multinacionais mafiosas e os seus monopólios, incentivados por fundos públicos, em que a união europeia propõe declarar os nossos territórios como “zonas de sacrificio” acelerando assim, a sexta extinção em massa, o aquecimento global e a destruição das montanhas, rios e oceanos para salvar o capitalismo.

    Estes projetos levam-nos a crer na necessidade de terraplanar florestas, de tornar a terra estéril e de contaminar recursos hídricos, sendo as consequências destas imposições a morte dos rios e montanhas, a monocultura, os incêndios, a seca, a insegurança alimentar, os despejos, a pobreza e a fome. Não nos contentamos com o estilo de vida consumista e capitalista de auto-destruição.

    Queremos também demonstrar a nossa solidariedade com as estudantes que estão a ocupar escolas e universidades contra a economia extrativista dos combustíveis fósseis, criando espaços de partilha de ideias para pensar e desenhar um futuro alternativo e livre de extrativismo.

    Queremos construir uma sociedade justa, assente em ideias e práticas trans-feministas inclusivas e interseccionais, ecologistas e comunitárias. Junta-te a nós e vem tecer redes de solidariedade e procurar ideias comuns.

    Propomos a ideia do decrescimento como um ponto de partida para este encontro. O decrescimento é a proposta de consumir e produzir menos e de partilhar mais momentos de cultura, lazer ou arte, de criar redes de apoio mútuo, cantinas populares, pensar em termos de agro-ecologia e o disfrutar de passeios de bicicleta.

    A nossa organização autónoma nos bairros das cidades e nas aldeias permite-nos criar alternativas de poder popular de resistência e de regeneração para cuidar dos nossos territórios e comunidades contra a ameaça do colapso da vida na terra.

    Este é o momento para solidarizar as várias lutas em defesa da biodiversidade em todos os territórios.

    🔥

    Encontro Solidário Anti-Extrativista ©, .

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  • A Hora Mais Negra 26

    A hora mais negra é um programa de rádio online que passa gêneros de musicas essencialmente tais como: post punk, murderfolk, southern gothic, gótico, darkwave, punkfolk, darkfolk, darkcountry, punk old school, lost punk e industrial….

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  • Decrescimento ou Extinção 2023-05-23 13:18:31

    "Pensar em Deus é desobedecer a Deus,
    Porque Deus quis que o não conhecêssemos,
    Por isso se nos não mostrou…

    Sejamos simples e calmos,
    Como os regatos e as árvores,
    E Deus amar-nos-á fazendo de nós
    Belos como as árvores e os regatos,
    E dar-nos-á verdor na sua primavera,
    E um rio aonde ir ter quando acabemos!…"

    – Alberto Caeiro


    arquivopessoa.net/textos/1485

  • Decrescimento ou Extinção 2023-05-23 13:02:48