A hora mais negra é um programa de rádio online que passa gêneros de musicas essencialmente tais como: post punk, murderfolk, southern gothic, gótico, darkwave, punkfolk, darkfolk, darkcountry, punk old school, lost punk e industrial….
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30 DE JUNHO A 4 DE JULHO, ABAD PISÃO, ALDEIA DA BAJOUCA EM LEIRIA
Organizado pela Greve Climática Estudantil Lisboa
Este Verão monta a tua tenda não na tua escola, mas sim no lindo terreno da ABAD, na Bajouca (Leiria) para o acampamento de verão estudantil por justiça climática organizado pela Greve Climática Estudantil Lisboa: o Clima Summer Fest! Marca na tua agenda: de 30 de Junho a 4 de Julho, a aldeia da Bajouca em Leiria vai receber o Clima Summer Fest, um acampamento para enfrentarmos em conjunto a crise climática.
Dizem que muitos jovens sofrem de eco-ansiedade e de medo do futuro. Ora, porque será? Entre as ondas de calor mortíferas, a destruição de ecossistemas e os lucros das empresas fósseis conjugados com a inação dos governos, somos a geração que já assistiu a todas as crises “marcantes de um século” e mais alguma. Por entre todas as crises, vão-nos dizendo que está tudo bem, que continuemos a estudar e que um dia nos vamos integrar neste sistema para “mudá-lo por dentro”.
Mas nós não queremos isso. Estão a roubar-nos o futuro e a deixar-nos um planeta em chamas, e nós recusamo-nos a aceitar. Sabemos que precisamos de mudar o sistema para conseguir travar a crise climática e assegurar um presente e futuro justos para todas as pessoas, e sabemos também que esta luta não pode esperar por amanhã.
Se, como nós, te recusas a aceitar passivamente a destruição e queres vir lutar pelo planeta e pelas pessoas, vem ao Clima Summer Fest! Ao longo do acampamento, vamos montar em conjunto um dos próximos passos do movimento – a greve climática global, no dia 15 de Setembro de 2023. Este vai ser o momento de voltar às ruas e de prelúdio para um Outono de escalamento, mobilização e força dos estudantes e da sociedade pela justiça climática e contra este sistema que coloca o lucro no centro.
Para ganharmos esta luta que é de todas as pessoas, precisamos de ti. Junta-te a nós para dias cheios de aprendizagem, convívio, formações, música e artivismo, e descobre o teu lugar no movimento pela justiça climática. Todos os níveis de experiência são bem-vindos neste acampamento, quer já tenhas trancado a tua escola a cadeado, quer nunca tenhas participado numa manifestação.
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As camaradas voluntárias da Seara foram todas absolvidas! O crime de usurpação de coisa imóvel não foi provado. O recurso pode ser apresentado até meados de setembro por isso aguardamos tranquilamente, mas já contentes com a primeira vitória! Agradecemos a todas as pessoas que apoiaram na coleta de fundos para este processo em tribunal e as mensagens de solidariedade que fomos recebendo ao longo dos últimos meses!
No decorrer da SEARA – Centro de Apoio Mútuo de Santa Bárbara – que ocorreu durante a pandemia, 6 pessoas voluntárias do centro foram constituídas arguidas e acusadas de usurpação de imóvel por uma das proprietárias do mesmo, Guerra Frutuoso, com pedido de indemnização civil no valor de 31.002,64 euros. O julgamento teve início no dia 22 de Maio de 2023, e continuará nos dias 23 e 29 de maio (datas marcadas até agora).
O edifício onde se instalou o projecto da Seara estava devoluto e foi apropriado pacificamente. Tratava-se de um antigo infantário da freguesia de Arroios, fechado em 2018, que na altura, a par de quase todo o quarteirão, foi comprado pela Spark Capital – que, além de serviço imobiliário, gere vistos gold. Esta empresa unificou estes edifícios num único projeto imobiliário e tem vindo a vender pequenas percentagens do mesmo a cidadãos estrangeiros.
Durante um mês, dois edifícios do Largo de Santa Bárbara serviram como base de apoio a pessoas em situação de sem-abrigo, pobreza ou precariedade. No n.º 9, funcionava um centro de apoio diurno, onde as pessoas podiam tomar uma refeição, lavar e secar roupa, usar casas-de-banho, carregar telemóveis ou usar a internet. Na entrada do espaço, eram disponibilizadas máscaras e álcool gel a todas as pessoas. No final do mês de maio, no edifício ao lado, cerca de 10 pessoas, sem solução de habitação e sem trabalho devido à pandemia, ocuparam casas para viver temporariamente, até encontrarem uma solução mais definitiva.
O grupo que criou a Seara – centro de apoio mútuo de Santa Bárbara inclui cerca de 50 vizinhos e vizinhas, maioritariamente de Arroios, que voluntariamente se dispuseram a criar esta rede de solidariedade.
Estruturalmente, a Seara estava em boas condições de habitabilidade. Limpámos e desinfestámos o espaço a fundo, arranjámos móveis, mesas, cadeiras, louças, material de limpeza e higiene (incluindo tampões e pensos higiénicos gratuitos). Contámos com a ajuda de muitas pessoas da vizinhança e com o envolvimento dos próprios utentes do espaço, que rapidamente passaram a participar também em turnos de abertura, limpeza e dinamização de actividades.
No centro diurno tínhamos: uma sala principal onde as pessoas podiam tomar uma refeição sentadas, conversar um pouco, dormitar em poltronas, jogar cartas ou dominó; uma sala intermédia onde funcionava uma loja grátis, com roupas e calçado, e um canto onde colocámos um painel para procura activa de trabalho, com informação de “classificados”; uma cozinha onde era possível fazer café, lavar louça ou utilizar um micro-ondas; uma “casa das máquinas”, destinada a lavar e secar roupa; casas-de-banho, balneários e um ginásio gigante que permitia o distanciamento físico apropriado nas nossas assembleias semanais.
Durante quatro semanas fizeram-se pinturas, cortes de cabelo, sessões de música, emissões de rádio, fizemos amizades.
A todos aqueles que fizeram parte fazendo doações que nos permitiam abrir todas estas actividades todos os dias, informamos que conseguimos recuperar quase todos os eletrodomésticos e bens que tínhamos no edifício. As máquinas e recursos estão guardados e a aguardar!
Contamos esta breve história do espaço e partilhamos algumas fotografias do dia-a-dia da Seara. E lembramos os nossos vizinhos da Escola da Fontinha, no Porto, repetindo o seu mote: NÃO SE PODE DESPEJAR UMA IDEIA.
Depois do dia de ontem queremos agradecer às centenas de pessoas que desde manhã até à meia noite estiveram presentes no processo de despejo da Seara. Aos que trouxeram comida e água, aos que ergueram as vozes e se mantiveram firmes na linha da frente, aos que filmaram e registaram todos os momentos, aos que prestaram auxílio médico e legal, a todos. A Seara, que começou há um mês como um projecto autónomo de apoio a serviços básicos, no dia de ontem concretizou-se nas vozes e mãos de todos numa força colectiva e estrondosa. A Seara reunirá em breve e daremos novidades sobre os próximos passos que esperamos continuar a precorrer convosco ! Obrigada a todos e todas, no fim de contas foi um dia bonito neste caminho que vem!
Carta aberta de mais de 180 organizações e iniciativas de defesa dos direitos humanos, juntamente com Tima Kurdi, tia de Alan Kurdi.
Hoje, Dia Mundial do Refugiado, exigimos conjuntamente investigações completas e independentes sobre os acontecimentos, consequências claras para os responsáveis, o fim das práticas sistemáticas de repulsão nas fronteiras europeias e justiça para as vítimas.
10 anos após os dois naufrágios ao largo de Lampedusa, em Itália, que mataram cerca de 600 pessoas e causaram um imenso clamor público, cerca de 600 pessoas afogaram-se ao largo de Pylos, na Grécia, no Mar Mediterrâneo. Em 14 de junho de 2023, mais uma vez, o regime fronteiriço europeu matou pessoas que exerciam o seu direito de procurar proteção. Estamos abalados! E somos solidários com todos os sobreviventes e com as famílias e amigos dos falecidos. Manifestamos as nossas profundas condolências e o nosso pesar.
Até à data, inúmeras perguntas continuam sem resposta. De acordo com os testemunhos dos sobreviventes, a guarda costeira helénica rebocou o barco, provocando o seu naufrágio. Porque é que esta manobra incrivelmente perigosa foi tentada? Terá a guarda costeira helénica rebocado o barco em direção a Itália para empurrar as pessoas para a responsabilidade italiana ou maltesa? Por que razão nem a guarda costeira helénica nem as autoridades italianas ou maltesas intervieram mais cedo, apesar de terem sido alertadas pelo menos 12 horas antes? Que papel desempenhou a agência europeia de controlo das fronteiras e da guarda costeira Frontex?
Em toda esta incerteza, uma coisa é inconfundível: Este naufrágio – tal como inúmeros outros anteriores – é a consequência direta de decisões políticas tomadas para impedir a chegada de pessoas à Europa. Este naufrágio resulta da impunidade das actividades ilegais exercidas pelos Estados nas fronteiras e da legalização de práticas que visam normalizar a privação de direitos das pessoas que se deslocam. Activistas e organizações têm denunciado os sistemáticos empurrões e recuos, os atrasos e a omissão de salvamentos, a criminalização das operações civis de busca e salvamento e a cooperação com países inseguros para externalizar as fronteiras europeias e efetuar reenvios. As políticas europeias de migração e externalização causam violência física e psicológica, prisão e morte. Parem de desviar a vossa responsabilidade – Parem de matar pessoas em movimento!
Até agora, a União Europeia e os seus Estados-Membros não mostraram qualquer intenção de aprender com os últimos anos e acabar com as mortes no Mediterrâneo. Em vez disso, reforçam as suas políticas mortíferas de isolamento. Ainda na semana passada, a 8 de junho, o Conselho da União Europeia chegou a acordo sobre uma reforma do Sistema Europeu Comum de Asilo (SECA) que conduz a uma privação maciça de direitos fundamentais, como o direito de asilo ou o direito de circular livremente.
Era apenas uma questão de tempo até que o próximo naufrágio acontecesse e voltará a acontecer enquanto as condições nos países de origem, de trânsito e de partida se agravarem e as práticas fronteiriças obrigarem as pessoas que se deslocam a seguir rotas mais perigosas. Desde Lampedusa, em 2013, registaram-se pelo menos 27.047 mortes no Mar Mediterrâneo. Um deles foi Alan Kurdi. A sua tia, Tima Kurdi, fala em voz alta sobre o naufrágio mortal:
“Este naufrágio traz-me de volta a minha dor, a nossa dor. Estou de coração partido. Estou destroçada por todas as almas inocentes perdidas que não são apenas números neste mundo. “Nunca mais”, ouvimos em 2015, ouvi-o inúmeras vezes. E o que é que mudou? Quantas almas inocentes se perderam no mar desde então? Quero levar-vos de volta ao dia 2 de setembro de 2015, quando todos viram a imagem do meu sobrinho, o bebé de 2 anos, deitado na praia turca. O que é que sentiram quando viram a imagem dele? O que é que disseram, o que é que fizeram? Eu, quando soube do afogamento do meu sobrinho, caí no chão a chorar e a gritar o mais alto que podia porque queria que o mundo me ouvisse! Porquê eles? Porquê agora? E quem é o próximo? Desde então, decidi levantar a minha voz e falar em nome de todos os que não são ouvidos. E, mais importante ainda, pelo meu sobrinho, o rapaz na praia, Alan Kurdi, cuja voz nunca mais será ouvida. Por favor, não se calem e juntem a vossa voz à minha. Não podemos fechar os olhos e virar as costas às pessoas que procuram proteção. Abram o vosso coração e acolham as pessoas que fogem à vossa porta.”Este naufrágio traz-me de volta a minha dor, a nossa dor. Estou de coração partido. Estou destroçada por todas as almas inocentes perdidas que não são apenas números neste mundo. “Nunca mais”, ouvimos em 2015, ouvi-o inúmeras vezes. E o que é que mudou? Quantas almas inocentes se perderam no mar desde então? Quero levar-vos de volta ao dia 2 de setembro de 2015, quando todos viram a imagem do meu sobrinho, o bebé de 2 anos, deitado na praia turca. O que é que sentiram quando viram a imagem dele? O que é que disseram, o que é que fizeram? Eu, quando soube do afogamento do meu sobrinho, caí no chão a chorar e a gritar o mais alto que podia porque queria que o mundo me ouvisse! Porquê eles? Porquê agora? E quem é o próximo? Desde então, decidi levantar a minha voz e falar em nome de todos os que não são ouvidos. E, mais importante ainda, pelo meu sobrinho, o rapaz na praia, Alan Kurdi, cuja voz nunca mais será ouvida. Por favor, não se calem e juntem a vossa voz à minha. Não podemos fechar os olhos e virar as costas às pessoas que procuram proteção. Abram o vosso coração e acolham as pessoas que fogem à vossa porta.
A política europeia de migração precisa de mudar agora. Já precisava de mudar há muito tempo. Tem de proporcionar formas seguras de fuga. Construir um muro não é solução. Deter navios de salvamento por salvarem vidas não é solução. Culpar as pessoas como contrabandistas não é solução. As pessoas estão a sofrer e encontrarão sempre uma forma de fugir. Têm o poder de decidir se elas têm de seguir rotas perigosas porque não há outra forma de o fazer. Façam-no! “
Com o imperdoável naufrágio ao largo da Grécia, vemos que o Mar Mediterrâneo não é apenas um cemitério, é um local de crime. Um local de crimes contra a humanidade, onde milhões de turistas privilegiados continuam a navegar livremente todos os anos. Por isso, exigimos o fim imediato da violência (sistémica) nas fronteiras.
Exigimos que:
Os governos e as instituições gregas e europeias garantam a realização de investigações completas, exaustivas e independentes sobre estes acontecimentos. É altura de haver total transparência sobre o que aconteceu e de os responsáveis serem responsabilizados. Isto inclui os funcionários que estiveram diretamente envolvidos nos acontecimentos através da tomada de decisões, bem como os líderes políticos que têm facilitado e perpetuado as práticas hostis nas fronteiras externas durante anos. O acesso das vítimas e dos seus entes queridos à justiça deve ser assegurado.
O Governo grego deve libertar imediatamente os sobreviventes do naufrágio do Pylos das instalações (semi-)fechadas e, em vez disso, proporcione-lhes um alojamento digno e todo o tipo de apoio necessário, como aconselhamento jurídico independente, apoio psicológico e a possibilidade de comunicarem com as suas famílias e amigos. Além disso, pedimos a libertação dos 9 homens detidos. Condenamos a criminalização das pessoas que se deslocam, acusadas de entradas ilegais e de mortes no mar. Estas acusações têm como objetivo exonerar os actores estatais responsáveis.
Exigimos que todos os Estados membros europeus nas fronteiras externas parem de usar o tempo como arma, atrasando os esforços de salvamento. Além disso, exigimos investigações independentes e medidas conclusivas por parte da Comissão Europeia contra a prática sistemática de empurrões e de não assistência no mar e em terra levada a cabo pelos estados-membros europeus – como amplamente demonstrado por organizações e activistas nos últimos anos.
A União Europeia e os seus Estados Membros devem proporcionar rotas seguras e legais para a Europa como única solução para evitar mais perdas de vidas no mar. A reforma do SECA, que corrompe ainda mais o direito de asilo na União Europeia, não deve tornar-se lei. Além disso, exigimos a criação de um programa europeu de salvamento liderado pelo Estado, há muito esperado.
Signatários:
Tima Kurdi Abolish Frontex aditus foundation AED – European Democratic Lawyers Afrique-Europe-Interact AK Arbeitskämpfe, Assoziation für kritische Gesellschaftsforschung (AkG) Alarme Phone Sahara All Included Amsterdam Amal Berlin! Anarchist Solidarity antira.org ASGI – Association for Juridical Studies on Immigration Association for Justice, Equality and Peace (AJEP) Association for Solidarity with Asylum Seekers and Migrants – ASAM Türkiye Association for Solidarity with Asylum Seekers and Migrants – ASAM Greece Asylum Links Barnim für Alle BIPoC Ukraine and friends in Germany Blue Door Education Border Forensics borderline-europe – Human Rights without Borders Boza Fii – Alarm Phone Dakar Bozen Solidale Bridges over Borders e.V. Café Zuflucht / Refugio e.V., Aachen Cambiare l’Ordine delle Cose – Forum Nazionale Campagna LasciateCIEntrare Campaign „You can‘t evict solidarity“ Captain Support Network Carovane Migranti (Italia-Messico-Tunisia) Centre for Peace Studies Channel Info Project Chkoun Collective Civil March For Aleppo Clinica del Diritto dell’Immigrazione e della Cittadinanza Roma CNCD-11.11.11 Collective Aid Collettivo Rotte Balcaniche Alto Vicentino CompassCollective Convenzione dei diritti nel Mediterraneo CopwatchFFM CPT – Aegean Migrant Solidarity Cuistots solidaires asbl de:border | migration justice collective Diotima Centre for Gender Rights & Equality Droit de rester- Fribourg Droit de rester- Lausanne Dutch League for Human Rights ECHO100PLUS Ens Movem EqualHealth´s Campaign Against Racism Ermittlungsausschuss Hamburg EuroMed Rights Europe Cares Feminist Autonomous Centre for Research Flüchtlingsrat Hamburg e.V. Flüchtlingsrat Sachsen-Anhalt Forensic Architecture Forensis e.V. Foundation Day of the Endangered Lawyer Freie deutsch syrische Gesellschaft e.V. From the Sea to the City Greek Council for Refugees (GCR) Grupa Granica Gruppo Melitea Haitian Bridge Alliance Hub Humanitaire de Bruxelles Médecins du Monde Belgique Human Rights Association (Turkey) Human Rights at Sea HumanRights360 Humans before borders I Have Rights. Initiativenbündnis Berlinzusammen Integra Foundation Inter Alia Internationaler Fußballclub Rostock Irida Women’s Center iuventa-crew Jesuit Refugee Service (JRS) Malta Jesuit Refugee Service (JRS) Greece Jewish Antifascist Bund Berlin JG-Stadtmitte Jena Jugendkulturinitiative Schwäbisch Gmünd Just Action JUZ Friedrich Dürr, Mannheim Klimagerechtigkeit für alle Kopin – Empowering Communities kritnet – Netzwerk Kritische Migrations- und Grenzregimeforschung Kuchnia Konfliktu Poland Kulturkollektiv Semtex St. Pauli #LeaveNoOneBehind Legal Centre Lesvos Lesvos Solidarity Let’s Bring Them Here, The Netherlands Lighthouse Relief Ligue Tunisienne pour les Droits Humains (LTDH) Lungo la rotta balcanica Lützerath Lebt Maldusa Malta LGBTIQ Rights Movement MARDi NGO Mare Liberum Mare*Go Médecins Du Monde Belgique Médecins du Monde Greece Medici del Mondo Italia medico international MEDITERRANEA Saving Humans Mem.Med – Memoria Mediterranea Migrant Solidarity Network Migrant Women Assocition Malta migration control.info MiGreat Migreurop Mission Lifeline e.V. Mobile Info Team movements without borders MV Louise Michel No Border Assembly No Border Medics e.V. No Border Kitchen Lesvos No Name Kitchen No Nation Truck NoBorders community Athens Non Una di Meno Venezia Northern Lights Aid Novact – International Institute for Nonviolent Action Open Assembly Against Border Violence Lesvos Paulo Freire Institute Foundation Malta Plateforme Citoyenne en Soutien aux Réfugiés – BelRefugees Pro Bleiberecht in Mecklenburg-Vorpommern Project Armonia Project Play r42 – SailAndRescue RAV, Republican Lawyers’ Association Reclaim the sea Red Antirracista Tarragona Refugee Legal Support Refugees in Libya Refugees in Tunisia Refugees’ Solidarity movement Republikanischer Anwältinnen – und Anwälteverein e.V. (RAV) ResQ People Saving People RESQSHIP e.V. Right to Resist – linke Ukraine Solidarität Hamburg Roots, Dunkirk Safe Passage International Safe Passage International AMKE Salvamento Marítimo Humanitario SARAH gUG Sea Punks e.V. Sea-Eye e.V. Sea-Watch e.V. Seebrücke Seebrücke Frankfurt am Main Seebrücke Jena Seebrücke Kassel Seebrücke Mainz
DIANTE DA CAMPANHA NACIONAL SUJA DA PETROTAL, CONVOCAMOS UMA GREVE AMAZÔNICA PARA EXPULSAR ESSA EMPRESA DO TERRITÓRIO INDÍGENA.
Nós, comunidades indígenas organizadas na Associação Indígena para o Desenvolvimento e Conservação do Bajo Puinahua – AIDECOBAP, escrevemos ao público em geral para informar o seguinte:
No passado dia 9 de junho, a AIDECOBAP participou numa reunião com representantes do Estado (GOREL, PCM, MINEM, MINCUL, PERUPETRO, DEFENSORIA DEL PUEBLO e o PRESIDENTE DO DISTRITO DE PUINAHUA) na qual se alcançou uma série de acordos fundamentais para a pacificação de Puinahua.
uma comissão multissectorial liderada pelo governador para a pacificação e reconciliação do distrito de Puinahua. Este compromisso visa abordar os problemas socio-ambientais do desenvolvimento e promover a pacificação do distrito, liderado pelo GORE Loreto, que será responsável pela conceção de uma estratégia de intervenção sobre os impactos sociais da indústria petrolífera. Toda a sociedade civil de Puinahua estará representada neste grupo de trabalho.
Uma missão liderada pela Provedoria de Justiça que levará a cabo uma intervenção, com um enfoque intercultural, para determinar a situação das necessidades básicas da população de Puinahua em termos de saúde, educação, direitos fundamentais e colectivos.
novo Conselho de Administração integrado por; AIDECOBAP, JAP, PERUPETRO, MUNICIPALIDADE DE PUINAHUA E GOREL. Esta modalidade inicial garante a autossuficiência do fundo social e evita a interferência, a manipulação e o poder corruptor de uma empresa cujas mãos estão manchadas de sangue indígena em Puinahua.
Este modelo inicial de tratamento dos impactos negativos e de gestão do fundo começa a ser atacado por uma campanha mediática suja, uma politização absurda e, sobretudo, uma ofensiva racista contra o povo Kukama de Puinahua.
Este é um exemplo claro de como o único objetivo da empresa é capturar e dirigir os órgãos de decisão, não só no que diz respeito ao Fundo Social, mas também ao desenvolvimento do próprio distrito.
A Petrotal procura, através do poder económico, suplantar os órgãos do Estado responsáveis pela promoção de políticas de investimento e de gestão territorial.
Perante esta situação, anunciamos: a) Se o Estado não for capaz de sustentar estes acordos, somos obrigados a convocar uma greve amazónica para expulsar a Petrotal de Loreto. b) Damos ao Estado um prazo máximo de 10 dias úteis para implementar os acordos. c) Apelamos a todas as federações do circuito de patrulhamento para dar uma lição a esta empresa petrolífera e a sectores do Estado, que trazem empresas para os territórios para destruir os povos indígenas. d) Nenhuma empresa que não respeite os direitos dos povos indígenas pode operar na Amazónia peruana. e) A exploração do petróleo deve ser feita por empresas altamente qualificadas no respeito aos direitos coletivos das comunidades e ao meio ambiente. f) Não permitiremos que a PETROTAL continue a operar impunemente enquanto os direitos das comunidades indígenas são violados ou massacrados, e o nosso presidente indígena da câmara e os seus vereadores são raptados.
Puinahua, 12 de junho de 2023. SEM LUTA, NÃO HÁ VITÓRIAS
–
PETROTAL, MARINHA, POLÍCIA, JAP E SEUS ALIADOS PREPARAM MASSACRE NAS COMUNIDADES NATIVAS DE PUINAHUA
As comunidades estão a exercer o nosso direito de nos defendermos das agressões de uma empresa petrolífera para continuarmos a existir como povo nativo, por isso estamos a cumprir o mandato das nossas assembleias desenvolvendo o controlo territorial face à violação dos nossos direitos pela empresa Petrotal e pelo Estado, que juntamente com os seus aliados sujeitos ao poder do dinheiro, pretendem massacrar novamente o povo Cocama de Puinahua como no dia 8 de agosto de 2020.
Foi confirmado que a Petrotal convocou uma reunião com a participação da Marinha, da Polícia Nacional e da JAP, que se realizou na prefeitura de Iquitos – Loreto, para planear a intervenção dos aldeões que estão a exercer os seus direitos.
Só neste país é que a iniciativa privada pode participar numa sessão do Estado para propor e instigar a repetição de crimes contra a população indígena que se opõe às más práticas empresariais.
A empresa petrolífera, utilizando informações psicossociais e falsas, carregadas de racismo e discriminação, pretende resolver o conflito com intervenção militar e policial, propondo a intervenção imediata das forças armadas e policiais na Comunidade Nativa 7 de Junio.
Alertamos que está em curso uma nova ação de repressão brutal e desproporcionada contra as comunidades de Puinahua, tudo isto dirigido pela Petrotal, que aparentemente é quem ordena e decide como silenciar os membros da comunidade que levantam a voz em protesto.
Apelamos aos defensores dos direitos humanos, às organizações indígenas nacionais e internacionais e à população em geral para que se juntem à denúncia destes factos.
O que acontece no distrito de Puinahua com as comunidades indígenas é da inteira responsabilidade da empresa Petrotal e do Estado, que se tornou seu cúmplice por ação ou inação, permitindo que a empresa assassine a população e destrua o ambiente com total impunidade.
Puinahua, 06 de junho de 2023
EM DEFESA DOS NOSSOS DIREITOS REINICIAMOS A NOSSA REVOLTA
As comunidades e as autoridades concordaram que qualquer discussão e aprovação do regulamento do fundo social deve ser feita após a modificação do contrato, que deve ser apresentada publicamente pela Perupetro e pelo Minem. Já se passaram mais de dois meses desde o Decreto Supremo Nº 006 – 2023 – EM de 05 de março de 2023, que determinou a modificação do contrato, e até hoje a PERUPETRO e a PETROTAL não cumpriram. Este escárnio das comunidades e autoridades não será permitido, neste sentido, consideramos que o prazo razoável do contrato modificado e assinado é 26 de maio de 2023.
Puinahua, 25 de maio de 2023
Peru: Indígenas protestam segurando dois petroleiros na Amazónia | ANRed
Um grupo de índios Kukama de Loreto está a deter dois petroleiros. Com canoas nativas, cercaram e abordaram os dois navios da empresa canadiana Petrotal, que transportam pelo menos 40 mil barris de petróleo no coração da Amazónia peruana. As comunidades denunciam o impacto ambiental da atividade e a constante violação dos direitos indígenas. Temem que a resposta das forças de segurança à ação de protesto provoque um massacre semelhante ao que ocorreu há dois anos.
Os indígenas do povo Kukama, em Puinahua, tinham alertado para o impacto ambiental das actividades da Petrotal, a maior produtora de petróleo do país. E a gota de água foi a aprovação do regulamento para a administração do Fundo de Desenvolvimento do distrito de Puinahua. Este fundo recolhe 2,5 por cento da produção auditada como royalties para o desenvolvimento da população. Neste regulamento, as comunidades denunciam que estão a ser manipuladas pela empresa e pelo Estado, excluindo-as da administração deste fundo.
Os protestos intensificaram-se com a cumplicidade da imprensa hegemónica, com notícias racistas e repressivas. A greve atingiu o seu auge na terça-feira, com a detenção de dois navios da empresa, mas os protestos já se arrastavam desde maio.
As autoridades organizadas na Associação Indígena para o Desenvolvimento e Conservação do Baixo Puinahua (AIDECOBAP) denunciaram a Petrotal: “É preciso compreender que é uma obrigação da companhia petrolífera pagar 2,5% da produção controlada, não é uma contribuição voluntária, nem uma dádiva ou uma esmola, é um direito conquistado pelos povos indígenas (…) Não aceitamos que a companhia petrolífera PETROTAL e a empresa estatal PERUPETRO façam parte e controlem o fundo social. Os culpados pelos impactos ambientais e sociais não podem e não devem gerir fundos de desenvolvimento. Aceitar isto seria ser cúmplice da destruição do ambiente e das instituições indígenas através de impactos sociais negativos.
A Petrotal tem um historial de repressão contra as comunidades indígenas em Loreto. Em agosto de 2020, um protesto indígena foi reprimido com balas e paus. Três pessoas da comunidade foram mortas e uma autópsia confirmou que tinham sido atingidas por armas de fogo. Na altura, a comunidade Kukama exigia o mínimo para viver, enquanto as empresas transnacionais faziam fortunas: serviço de eletricidade 24 horas por dia, um hospital rural intercultural e a entrega de um fundo económico proveniente de 10% da produção petrolífera controlada, para implementar projectos de segurança alimentar, água e saneamento.
A imprensa hegemónica acompanhou as reivindicações da empresa petrolífera mostrando a violência das comunidades, sem mencionar as reivindicações. Em entrevista à televisão, José Luis Medina, gerente de sustentabilidade da Petrotal, declarou: “neste momento temos duas barcaças, uma de bandeira brasileira, com tripulação brasileira, e outra peruana. Ambas estão retidas contra a sua vontade, caracterizando um caso de sequestro” (…) “O mais preocupante é que uma das barcaças tem 40.000 barris de crude, o que pode ser muito arriscado e perigoso para o impacto ambiental da zona”.
O derrame de petróleo ainda está fresco
Em 15 de janeiro de 2022, registou-se um derrame de petróleo ao largo da costa do distrito de Ventanilla, a norte de Lima, no Peru. A poluição causada por este desastre provocou danos irreparáveis na biodiversidade e nas áreas protegidas da zona. Foram derramados no mar 12.000 barris de crude pela Refinaria La Pampilla, uma empresa da Repsol. Podemos imaginar o que aconteceria se um destes navios que operam diariamente nos rios da Amazónia tivesse um derrame.
Imagem do maior derrame ambiental da história do Peru, provocado pela Repsol. A empresa havia anunciado lucros recordes em 2022, 70% maiores do que no ano anterior.
Ameaça de novo massacre
Em comunicado, a Associação Indígena para o Desenvolvimento e a Conservação do Baixo Puinahua (AIDECOBAP) lançou um alerta, após ter tido conhecimento de uma reunião com o objetivo de atuar na zona. Temem que esteja a ser preparada uma operação repressiva que conduza a um “massacre” preparado pela empresa Petrotal, pela Marinha, pela Polícia Nacional do Peru e pela Junta de Autoridades do Puinahua (JAP) contra as comunidades autóctones, que têm vindo a realizar mobilizações e controlo territorial na comunidade autóctone de 7 de junio (Loreto).
“As comunidades estão a exercer o nosso direito de nos defendermos das agressões de uma empresa petrolífera para continuarmos a existir como povo nativo, por isso estamos a seguir o mandato das nossas assembleias desenvolvendo o controlo territorial contra a violação dos nossos direitos por parte da empresa Petrotal e do Estado, que juntamente com os seus aliados submetidos ao poder do dinheiro pretendem, como no dia 8 de agosto de 2020, massacrar mais uma vez o povo Cocama de Puinahua”, detalha o alerta.
2021: Desde segunda-feira, 4 de outubro, mais de 200 indígenas da comunidade Awajún tomaram o controlo da estação número 5 do Oleoduto Norte do Peru (ONP)
Indígenas ocupam uma estação de oleoduto na Amazónia peruana
Os povos indígenas da região de Loreto, na Amazónia peruana, exigem uma reparação ambiental contra os numerosos derrames de petróleo. Procuram também infra-estruturas que garantam serviços básicos na região
Desde segunda-feira, 4 de outubro, mais de 200 indígenas da comunidade Awajún tomaram o controlo da estação número 5 do Oleoduto Norte do Peru (ONP) no distrito de Manseriche, na região de Loreto, na Amazónia peruana. A medida de protesto faz parte da “Greve Amazónica” convocada pela Federação Nativa Awajún Río Apaga (FENARA) e pelos Povos Afectados pela Atividade Petrolífera (PAAP), para exigir apoio social e ambiental para a região.
Os manifestantes exigem o cumprimento dos acordos alcançados há muito tempo em matéria de reparação ambiental e garantias de serviços básicos. Pedem a criação de um fundo fiduciário para financiar a descontaminação das áreas afectadas pelas operações petrolíferas iniciadas há décadas, bem como a construção de infra-estruturas adequadas para garantir serviços essenciais como a saúde e a educação na região.
Segundo dados oficiais, foram registados pelo menos 37 derrames de petróleo do oleoduto entre 1996 e 2016. De acordo com o grupo de proteção ambiental EarthRights International, as comunidades indígenas foram afectadas pela contaminação da água potável e por grandes quebras nas colheitas. As comunidades relataram uma série de problemas de saúde decorrentes da contaminação.
Os manifestantes montaram acampamentos no interior das instalações e anunciaram que manterão a medida até que o governo recém-eleito do Presidente Pedro Castillo atenda a todas as suas reivindicações.
A greve recebeu o apoio da Associação Indígena para o Desenvolvimento e a Conservação do Baixo Yurimaguas (AIDCBY) e da Associação Indígena para o Desenvolvimento e a Conservação do Baixo Puinahua (AIDESEP). Além disso, os povos indígenas associados à Federação dos Povos Indígenas das Cinco Bacias dos rios Marañón, Corrientes, Pastaza, Chambira e Tigre também anunciaram o seu apoio.
Enquanto isso, a empresa estatal Petroperú informou que a apreensão paralisou as operações de bombeamento e transporte de hidrocarbonetos de uma das maiores usinas do país. A ONP transporta o petróleo bruto extraído da selva do norte para a refinaria na costa do Pacífico do país.
Em agosto de 2020, três indígenas amazónicos foram mortos e 17 outros ficaram feridos depois de as forças de segurança peruanas terem reprimido violentamente um protesto contra a empresa energética canadiana PetroTal, exigindo que esta suspendesse as suas operações devido aos elevados níveis de contaminação.
Contra a criminalização dos Levantes da Terra na França, convocação para ações de solidariedade em todos os nossos territórios !
Na França, o governo de Macron acaba de dar um passo sem precedentes na repressão ao movimento social e ambiental. Em 21 de junho, o governo decretou a interdição do movimento Soulèvements de la Terre, que conta com mais de 140.000 apoiadores e mais de 150 comitês locais. A medida foi acompanhada por duas rodadas sem precedentes de prisões de dezenas de militantes ambientais em toda a França, em 5 e 20 de junho, principalmente por policiais da Subdiretoria Antiterrorismo (SDAT), resultando em duas pessoas presas até o momento e dezenas de feridos graves pela polícia durante manifestações nos últimos meses.
Nos últimos dois anos, na França, os Levantes da Terra deram uma nova força à luta ambiental, criando um movimento multifacetado composto por sindicatos rurais, associações ambientais, militantes e habitantes de todas as idades e de todas as classes sociais. Bloqueios de canteiros de obras, manifestações em massa, ocupações de terras, ações judiciais, desarmamento de industriais criminosos como a multinacional Lafarge… Os participantes dos Levantes da Terra adotam uma ampla gama de táticas e agem eles mesmos, começando em seus próprios territórios, para construir mundos habitáveis e acabar, com toda determinação, com a apropriação da terra e da água pelo agronegócio, a concretagem dos solos, a devastação ecocida da indústria química e a destruição da vida.
Às 18 horas do dia 10 de dezembro de 2022, 200 pessoas invadiram e desarmaram a fábrica La Malle da Lafarge em Bouc-Bel-Air, Bouches-du-Rhône. Num ambiente determinado e alegre, as infra-estruturas da fábrica de cimento poluente foram atacadas por todos os meios: sabotagem da incineradora e dos aparelhos eléctricos, cabos cortados, sacos de cimento abertos, veículos e equipamentos do estaleiro danificados, vidros dos escritórios danificados, paredes pintadas com etiquetas…
O governo francês, que impôs à força uma reforma da previdência antissocial, está agora tentando desmantelar esse movimento crescente, que já começou a criar vínculos na Europa e em outros países.
Na França como em Uganda, na Colômbia como em Chiapas, no Reino Unido como no Brasil, no Líbano como na Índia ou em Rojava, e por todo lado, a resistência dos movimentos ambientais e sociais e os mundos que eles estão construindo estão provocando uma resposta autoritária violenta, destruindo vidas em nome do poder e do lucro. Essa corrida autoritária, patriarcal e neocolonial nos conduz a um futuro mortal de caos climático, militarização, pandemias, controle tecnológico e ondas de deslocamentos em massa.
Para o governo francês, essa repressão e desmantelamento deveriam marcar o fim do surgimento dessa revolta lógica para recuperar nossas vidas, nossas terras e nossos bens comuns. E se ao contrario esse desmantelamento se tornasse um chamado para fortalecer um grande movimento de resistência internacional ? Um chamado para fazer com que nossas solidariedades ressoem além das fronteiras, para dar vida aos muitos levantes ao redor do mundo. Um convite para construir novas alianças internacionalistas ’de baixo para cima’, no nível de nossos corpos e territórios, em defesa da terra e da vida contra as predações capitalistas e imperialistas dos estados-nações e das multinacionais.
Juntos, nos próximos dias e semanas, solicitamos mais gestos de solidariedade, para mostrar que o que cresce em todos os lugares não pode ser extinto ! Propomos continuar a tornar os Levantes da Terra visíveis no espaço público em nossos territórios em todo o mundo : em frente aos centros sociais, por meio de inscrições nos muros, em nossas lutas e territórios, por meio de faixas e festas, manifestações e ações diretas, e qualquer outra ação adaptada aos nossos contextos.
Para os levantes da terra internacionais e em solidariedade a todos aqueles e aquelas que, em todo o mundo, estão enfrentando a repressão, nós, coletivos de lutas e organizações de diferentes países, chamamos todos e todas a manifestar sua solidariedade na quarta-feira, 28 de junho (ou nos dias seguintes, dependendo do contexto), de várias maneiras. Dezenas de manifestações contra a criminalização serão realizadas na França, Áustria, Bélgica, Alemanha, Catalunha… e outros territórios virão !